Inquérito sobre morte de estudante de RO segue sem solução após 8 meses

rua-jipaApós mais de oito meses da morte do estudante Douglas Nascimento, de 22 anos, que foi espancado em Ji-Paraná (RO), as investigações sobre o caso ainda não foram concluídas e nenhum suspeito foi preso. O inquérito era realizado pela 1ª Delegacia de Polícia Civil, foi avocado e agora está sob a responsabilidade da 2ª Delegacia Polícia Civil. Familiares e amigos lamentam a demora na solução do caso.

Segundo o delegado que deu início as investigações, Luiz Carlos Hora, o que mais dificulta o desenrolar do caso é a falta de provas e testemunhas. Ele diz que existem poucas imagens, tanto de dentro da boate, como de circuito de segurança externa de casas.

Hora acredita que caso teve progresso, mas não há provas suficientes que levem ao autor do crime. “Há diligências em curso com finalidade de identificar a autoria”, afirma.

Ao G1, a mãe do rapaz, Irene do Nascimento, contou que a situação está angustiante. “Quando a gente liga para saber, o delegado nos diz que ainda não tem provas suficientes. A dor que eu sinto nunca vai acabar. Eu acordo pensando no meu filho e vou dormir pensando nele. A prisão do culpado não vai acabar com minha dor, mas vamos nos sentir mais aliviados”, afirma.

O mesmo afirma o pai, Cleudimar Nascimento. Para Nascimento, saber que não houve punição para quem cometeu tal crime, deixa a situação ainda mais complicada para a família. “A gente sente dor todo dia com a falta dele. Então, pensamos que para quem cometeu este ato, não aconteceu nada com ele, ele simplesmente está por aí solto”, lamenta.

Confusão

Anderson Lemes, que estava com a vítima na boate, lembra que uma confusão começou dentro da casa noturna e Douglas tentou defender algumas garotas. Depois ele e os amigos foram retirados do local e uma nova discussão aconteceu do lado de fora. Em meio ao tumulto, a vítima sumiu e os colegas só o encontram por volta das 7h do dia seguinte.

Amigo do estudante há mais de oito anos, para Lemes, a situação é lamentável. “Em todos estes anos eu nunca vi ou tive notícia dele se envolver em um empurra-empurra, sempre foi muito tranquilo. É indignante. Nós tínhamos que ter uma resposta, mas infelizmente não temos nada ainda”, lamenta.

Inquérito avocado

O delegado da 2ª DP Cristiano Mattos assumiu o caso na última semana e deve dar continuidade às investigações. Mattos explica que a mudança de delegado no caso aconteceu, pois há a expectativa de criação de uma nova delegacia na cidade, que irá cuidar exclusivamente dos homicídios. “Não só este caso, como outros homicídios, estão sendo enviados para um só local. Mas isto não atrapalhará em nada nas investigações do caso”, explica.

O caso

Douglas Nascimento foi encontrado desacordado com a boca sangrando, a cerca de 200 metros de distância de uma boate onde teria se envolvido em uma briga. Ele foi levado para Porto Velho e morreu dias depois, em consequência de um traumatismo craniano. Familiares e amigos realizaram, em Ji-Paraná, uma manifestação pedido mais agilidade nas investigações e manifestação de possíveis testemunhas.

O estudante era de Alvorada do Oeste e cursava o último ano da faculdade de odontologia na capital.

Fonte: G1

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA