Margem do Rio Madeira cede 2 vezes e área é interditada em distrito de Porto Velho

margemDois desabamentos de terra na margem do Rio Madeira deixaram as famílias do distrito de Calama, a cerca de 200 quilômetros de Porto Velho, em alerta. Os desbarrancamentos aconteceram na madrugada desta terça-feira (23) e no último domingo (21). A Defesa Civil Municipal isolou a área atingida e trabalha na interdição de imóveis e na possível remoção de famílias. Um laudo técnico sobre o solo que cedeu deve ser elaborado para saber as causas do incidente.

Segundo moradores, por volta das 17h de domingo, a terra desabou cerca de três metros. Uma lanchonete desmoronou e um flutuante ficou encoberto pela água do rio. Priscilla Pantoja, moradora do distrito, conta que algumas pessoas quase foram levadas pela água ao tentar conter o flutuante, mas ainda foi possível retirar alguns objetos do comércio que caiu. “A população pede uma providência”, disse.

Na madrugada desta terça, o barranco voltou a ceder. Desta vez, o desbarrancamento aconteceu em frente à igreja do distrito e a água levou uma das escadarias que dão acesso à margem do rio.

Uma equipe da Defesa Civil está no local desde o final da tarde de segunda, quando a área foi isolada. Conforme o coordenador do órgão, Marcelo Santos, as famílias estão sendo orientadas sobre os riscos e está sendo realizado um levantamento das residências que estão próximas ao barranco. “Estão fazendo levantamento de quantas famílias devem sair de suas casas, para comunicar a Semas [Secretaria Municipal de Assistência Social] e poder auxiliar as famílias, se for possível retirar”, explicou.

Na quarta-feira (24), um engenheiro da Defesa Civil deve fazer um estudo de impacto e analisar o que causou o desbarrancamento para elaborar um laudo técnico, que será repassado à prefeitura. “Com o laudo, será possível pleitear recursos. Com esse novo impacto, pode ser que acelere o processo para ser feita uma barreira de contenção no local”, explicou Marcelo Santos.

Apoio

De acordo com a Defesa Civil, como a lanchonete e o flutuante atingidos são particulares, o órgão presta apoio na logística e no transporte dos pertences dos proprietários para a casa de parentes. Às famílias que não tiverem para onde ir e não quiserem se deslocar para um abrigo na cidade, serão disponibilizados barracas, cestas básicas, água potável e kits de higiene.

margem1Uma equipe da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) também está apoiando o distrito, com atendimento preventivo às famílias que já foram atingidas de alguma forma com os dois desbarrancamentos. Os servidores da Semusa devem permanecer no local nos próximos dias para auxiliar o posto de saúde, se necessário.

margem2Fonte: G1

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