Medicamentos até 7,7% mais caros

Medicamentos até 7,7% mais caros

remediosNo último dia 31 de março, os remédios tiveram aumento nos seus preços. A autorização foi publicada no Diário Oficial, a Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamento), que fixou em até 7,7% o ajuste máximo permitido para este ano aos fabricantes na definição do preço dos medicamentos.

O aumento é válido para mais de 9 mil medicamentos. Dentre eles os produtos de uso contínuo ou administrado em caso de doenças graves. Na lista também entram os antibióticos, anti-inflamatórios, diuréticos, vasodilatadores e ansiolíticos. Os fitoterápicos e homeopáticos, por sua vez, tem preços liberados. Os medicamentos que têm o preço tabelado pelo governo sofrem reajuste sempre no dia 1º de abril. A mudança leva em conta a inflação acumulada nos últimos 12 meses até fevereiro, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). São considerados também fatores como produtividade da indústria e variação de custos dos insumos. A compra de remédios é o maior gasto de saúde do brasileiro, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 50% dos consumidores abandonam o tratamento por falta de recursos financeiros.

Tipos de medicamentos

O aumento nos preços ocorrera em três níveis: O nível 1, que tem o maior percentual de reajuste, inclui remédios como omeprazol – gastrite e úlcera; amoxicilina – antibiótico para infecções urinárias e respiratórias. No nível 2, cujo percentual é de 6,35%, estão, por exemplo, lidocaína – anestésico local e nistatina – antifúngico. No nível 3, que tem o menor índice de aumento, 5%, ficarão mais caros medicamentos como ritalina, usada para tratamento do déficit de atenção e hiperatividade e stelara que trata a psoríase.

De acordo com o Ministério da Saúde, a autorização para reajuste leva em consideração as três faixas de medicamento, com mais ou menos participação no mercado farmacêutico. O reajuste segue a lógica de que nas categorias com mais ou menos remédios a concorrência é maior e, portanto, o reajuste autorizado pode ser maior.

Genéricos com 2,7 % de aumento

Segundo o farmacêutico Nauber Lopes, os valores variam de acordo com a competitividade do mercado. Para os genéricos, por exemplo, o aumento máximo será de 2,7%. “Porém, cada farmácia apesar do preço de tabela tem a liberdade de vender ou mais caro ou mais barato, claro que dentro do limite permitido. É a lei da oferta e da procura, a estabilização da relação entre a oferta e da procura leva, num primeiro momento, a uma estabilização do preço. Uma possível concorrência, por exemplo, pode desequilibrar essas relações, provocando alterações de preço”, explicou.

Nas farmácias de todo o País, esse aumento vai ser repassado ao consumidor a partir do próximo lote de medicamentos, visto que os que estão no mercado foram comprados com o preço antigo. “A população ainda vai encontrar nesse mês a maioria dos medicamentos com o mesmo valor antes da aprovação do reajuste, porém, com certeza a partir do próximo mês esse aumento começará a ser sentido pelo consumidor”, comentou Lopes.

Fonte: Diário da Amazônia
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