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quinta-feira, agosto 5, 2021

Novo aterro sanitário poderá destruir o Recanto dos Pássaros; chacareiros prometem resistir

Prefeitura cogita construir aterro sanitário perto deste recanto, mas nem sequer consultou os moradores a respeito; Associação de Chacareiros “chia”

PORTO VELHO – Em ofício à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), a Associação dos Chacareiros Recanto dos Pássaros, sediada no Km 10 da rodovia BR-364, sentido Acre, lembra que a construção do aterro está prevista para começar em imóvel rural limítrofe à entidade.

Eles estão na resistência contra a construção do aterro naquela região, onde  existem nascentes de águas limpíssimas. E garantem que vão resistir, lutando contra a destruição deste meio ambiente.

Morador vizinho à área onde a Prefeitura projeta a construção do novo aterro sanitário para atender à política nacional de resíduos sólidos, e presidente da entidade, Eliel Medeiros queixou-se ao www.expressaorondonia.com.br da maneira como essa plano é conduzido.

Veja este vídeo com uma das nascentes de água limpíssima que poderá ser destruída com a construção do aterro sanitário. Será que devemos destruir uma riqueza natural destas?

Existem aproximadamente 380 proprietários de chácaras, nem todos, porém, construíram casas no local.

Eliel está na área desde 2013. Conforme ele explica, o novo aterro não estaria em área adequada. Recomenda estudos de impacto ambiental e de condições sanitárias, o que comprovaria a queixa dos moradores.

MOTIVAÇÃO

Diz que há relatório da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e o reconhecimento de alguns técnicos da Sema e da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Ambiental, que oficialmente não se opuseram ao empreendimento. Os dois órgãos precisam ser motivados para que isso ocorra e, da mesma forma, o Ministério Publico do Estado de Rondônia.

“Cabe esclarecer que, em momento algum, moradores do Recanto dos Pássaros foram verdadeiramente consultados acerca da construção do aterro”, diz o ofício mencionado hoje, 15, por Eliel Medeiros.

Abaixo-assinado da Associação foi entregue no dia 7 de julho à SEMa, apontando falhas de comunicação da Prefeitura de Porto Velho

“Apesar de audiências públicas anteriormente realizadas, a divulgação ocorreu ‘quase exclusivamente’ pelo Diário Oficial do município, o que impossibilita amplo acesso ao conteúdo a todos os segmentos da população”, assinala o documento.

Além dos moradores do Recanto dos Pássaros, moradores da Vila Princesa, atual lixão da cidade, também serão impactados pelo empreendimento.

Chacareiros queixam-se ainda não terem sido informados a respeito da reunião de 11 de junho, quando a prefeitura apresentou o projeto, em reunião com representantes da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), no Prédio do Relógio.

Naquele dia, a Comissão Especial da Secretaria de Serviços Básicos de Porto Velho (Semusb) explicou o andamento do projeto de concessão administrativa para serviços de coleta e manejo de resíduos sólidos na sede do município e distritos do Alto, Médio e Baixo Madeira.

“Em plena era da informação é inconcebível que a administração, dispondo de todos os meios e recursos, limite-se a uma publicidade meramente formal”, assinala o ofício da associação.

www.expressaolrondonia.com.br

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