sábado, setembro 18, 2021

Número de inscritos para o Enem 2021 cai 58,7% em Rondônia

Ao todo, 28.705 pessoas estão inscritas - o menor número registrado nos últimos anos. Alunos relatam dificuldade com as aulas remotas.

RONDÔNIA – Rondônia apresentou uma queda de 58,7% nas inscrições confirmadas para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021, com relação à edição de 2020. Ao todo, 28.705 pessoas pagaram a inscrição – o menor número registrado em pelo menos cinco anos.

Mais de 4 milhões de pessoas se inscreveram para o Enem em 2021; imagem de arquivo — Foto: Agência Brasil

Dos 24 municípios com inscrições, Porto Velho lidera o ranking com 12.001 candidatos, seguido por Ji-Paraná com 2.323 e Cacoal com 1.938.

Números de inscritos no Enem 2021 em Rondônia por municípios

Município N° de inscritos
Alta Floresta do Oeste 283
Alto Paraíso 122
Alvorada D’Oeste 267
Ariquemes 1758
Buritis 348
Cacoal 1938
Cerejeiras 311
Colorado do Oeste 265
Espigão D’Oeste 573
Guajará-Mirim 1193
Jaru 1048
Ji-Paraná 2323
Machadinho D’Oeste 381
Mirante da Serra 248
Monte Negro 140
Nova Brasilândia 237
Ouro Preto do Oeste 662
Pimenta Bueno 560
Porto Velho 12.001
Presidente Médici 346
Rolim de Moura 1307
São Francisco do Guaporé 301
São Miguel do Guaporé 349
Vilhena 1744

A queda vertiginosa no número de candidatos acompanha o panorama nacional. Os dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que em todo Brasil o número de inscritos é o menor desde 2005.

Inicialmente, 40.692 pessoas solicitaram a inscrição em Rondônia e apenas poucos mais da metade chegou a pagar a taxa de R$ 85. Considerando que todos os anos há abstenções, a quantidade de pessoas vão realmente fazer a prova pode ser ainda menor.

Fonte: Inep

Quais os motivos das desistências?

A pós-doutora em educação, Rosangela Hilário, diz que não é muito difícil analisar o motivo das desistências.

“A última coisa que as pessoas estão pensando nesse momento é em dar continuidade aos estudos superiores. As pessoas estão pensando em como vão sobreviver, como é que elas vão comer, como é que elas vão pagar as suas contas”, analisa.

Segundo Rosangela, muitos alunos, sobretudo os de baixa renda, viam na universidade uma oportunidade de melhorar a condição de vida através do conhecimento é impossibilitado de correr atrás do sonho, muitas vezes porque precisa ajudar a família financeiramente.

Outro possível causa apresentada pela professora é a falta de credibilidade, principalmente após a realização da prova em meio à protestos feitos por pais, professores e alunos que pediam o adiamento por conta da crise instaurada pela pandemia da Covid-19. “Foi o Enem mais bagunçado que já se viu desde que o exame passou a existir”, opina.

Rondônia foi o estado com mais abstenções no primeiro dia do Enem 2020 feito em meio à pandemia da Covid-19. De quase 70 mil inscritos, 41.798 candidatos deixaram de fazer a prova.

Dificuldades com as aulas remotas

Tiago Rafael tem 23 anos e há anos estuda para o Enem. De todos eles, os últimos dois são os mais desmotivantes por conta das aulas remotas, mesmo que os professores tentem melhorar as interações. Esse ano ele não é um dos inscritos no exame, tanto por desmotivação, quanto por falta de tempo.

“Não tem muito estímulo como na sala de aula. Acho que o ritmo monótono das aulas online cria uma barreira pra estudar. Pra uma prova como o Enem, que é longa e cheia de conteúdo, você precisa estar focado naquilo que tá estudando”, disse.

A coordenadora e professora no cursinho pré-Enem da Prefeitura de Porto Velho, Rose Vital, revela que nos últimos dois anos não houve redução na média de pessoas que o curso atende, mas as desistências permanecem.

Os principais motivos são dificuldade no acesso à internet, cansaço causado pelo trabalho e dificuldade de foco. “Esses dias um aluno falou ‘professora eu não estou conseguindo me concentrar estudando em casa. É uma pessoa que liga a TV, outra que fala e eu não estou conseguindo’”, conta.

Seleção na Unir

Este ano a Universidade Federal de Rondônia (Unir) adotou um novo método de seleção, levando em consideração o baixo número de pessoas que realizaram a prova do Enem em 2020. Agora, além das notas do exame, os candidatos podem usar o histórico escolar do ensino médio.

 

 

 

 

 

 

Fonte: G1 RO

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