Olimpíada Brasileira de Matemática tem dois campeões de Rondônia

MatematicaMaurício Louzada e Gregory Anziliero, ambos de 15 anos, ganharam medalha de ouro no nível 2 da 10ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Os estudantes ficaram entre os 200 melhores do país e receberam a premiação neste fim de semana, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. O prêmio é referente às provas realizadas em 2014, quando os meninos cursavam o 9º ano. Os alunos ganharam também um curso de iniciação científica, que é realizado entre os meses de abril e dezembro.

Gregory realizou a prova em Campo Novo de Rondônia, há 300 quilômetros de Porto Velho, onde morava com a mãe. Já  Maurício é de Seringueiras, município distante cerca de 600 quilômetros de Porto Velho, e saiu pela primeira vez do município somente para receber a premiação.

“Nunca tinha andado de avião e nem saído do estado. Quando fiz a prova eu sabia que tinha ido bem, pois havia me preparado para isso. Tirei muitas fotos e registrei cada momento, pois foi uma experiência única que eu pretendo repetir com as provas desse ano”, conta Maurício.

Gregory é norte-americano e mora em Rondônia há cinco anos. “Quando cheguei aqui eu não fazia ideia do que era a Obmep, mas decidi arriscar. Não devolveram a minha prova porque passei para a segunda fase, então eu resolvi pesquisar e descobri os prêmios e vantagens. Estudei e ganhei medalha de bronze. Depois disso, participo todos os anos e sempre tento ficar entre os melhores”, diz Gregory.

Hoje o estudante mora em Porto Velho e após ganhar três medalhas de bronze, conquistou a de ouro. Maurício ganhou a medalha pela primeira vez e diz que virou exemplo e inspiração para os colegas. “Hoje a Obmep é super incentivada em minha escola e todos me perguntam como eu consegui ficar entre os melhores do Brasil. Incentivo eles a estudarem, pois vale muito a pena, é um projeto muito bom”, conta.

Premiações

A premiação da Obmep é realizada anualmente e dividida em três níveis, onde são distribuídas 100 medalhas de ouro, 500 de prata e 1.070 de bronze para o nível 3 (referente ao ensino médio), para o nível 2 (8º e 9º anos), são 200 de ouro, 500 de prata e 1.440 de bronze, enquanto no nível 1 (6º e 7º anos) são 200 medalhas de ouro, 500 de prata e 1.990 de bronze.

As notas não são divulgadas e os alunos não são classificados de forma ordinária. Segundo o professor Gerson Flores, coordenador regional do programa, um dos objetivos principais é estimular o aluno a pensar, desse modo, são selecionados apenas os melhores alunos, que dominam a matéria e o pensar.

Os alunos seguem em um estudo paralelo de iniciação científica, em que estudam com mais profundidade a disciplina e desenvolvem projetos, tendo aulas presenciais e virtuais, sendo avaliados a cada encontro com o professor.

Fonte: G1

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