Polícia Federal investiga corrupção na Eletronorte

pfPara investigar a existência de um esquema de corrupção na Eletronorte, a Polícia Federal desencadeou ontem a Operação Choque, que resultou na prisão de pelo menos duas pessoas.

O esquema, segundo as investigações, teria desviado R$ 4 milhões da conta de uma empresa fantasma aberta em nome de um ex-dirigente da estatal. Os presos são Winter Andrade Coelho, funcionário de carreira da empresa; e o irmão dele, Carlos Eduardo Andrade Macedo. As prisões são temporárias, de cinco dias, com prorrogação de mais cinco.

Em 2005, Winter Coelho foi indicado para a Direção de Gestão Corporativa da Eletronorte, mas foi vetado pela então ministra, Dilma Rousseff, ao tomar conhecimento dos processos que Winter respondia na Justiça e no Tribunal de Contas da União (TCU).

De acordo com as investigações, o ex-dirigente usava empresas fantasmas de familiares para receber suborno de fornecedores contratados pela Eletronorte. Na ação, desencadeada em quatro cidades, entre elas Porto Velho e Brasília, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, além das duas prisões temporárias.

Ainda segundo a PF, a falsa corporação era utilizada para efetuar pagamentos de propina a empresas em contrato com a Eletronorte. Outros contratos ainda serão investigados, mas os nomes dos suspeitos não foram divulgados.

A Polícia Federal apura a prática dos crimes de corrupção passiva e ativa, formação de quadrilha, fraudes em licitação e lavagem de dinheiro.

Descoberto esquema no pronaf em campo novo

Paralelamente à Operação Choque, A PF anunciou ontem outra Operação, denominada Parasitas, que investiga o esquema criminoso de concessão de financiamentos fraudulentos e desvio de recursos federais do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), na região de Campo Novo de Rondônia. Não foram divulgados nomes pelo Departamento da Polícia Federal (DPF), que informou apenas que a ação contou com a participação de 80 policiais federais, que deram cumprimento a 10 mandados judiciais de busca e apreensão; e a 30 mandados de condução coercitiva em Campo Novo de Rondônia, Brasília (DF) e São Paulo (SP).

Além disso, foram impostas outras medidas, como, indisponibilidade de valores em conta corrente dos investigados no montante aproximado de R$ 1 milhão, suspensão do exercício da função pública de quatro investigados, sequestro de uma propriedade rural, proibição de afastamento da comarca onde residem para 10 investigados.

De acordo com o DPF, a ação criminosa consistia na concessão fraudulenta de financiamentos com recursos do Pronaf, através da Agência do Banco do Brasil da região de Campo Novo de Rondônia. Os investigados, através de documentos falsos e com a efetiva participação de funcionários do Banco do Brasil e da Emater, bem como, de um escritório de contabilidade, desviaram cerca de R$ 1 milhão entre 2013 e 2014.

Os envolvidos responderão, na medida de suas participações, por gestão fraudulenta de instituição financeira, apropriação de valores, obtenção de financiamento mediante fraude, desvio de recursos de financiamento, associação criminosa, falsidade ideológica, peculato, concussão, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro cujas penas somadas podem chegar a 94 anos.

Fonte: Assessoria

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA