Profissionais discutem a importância da doação e transplante de órgãos

Doacao_orgaosDoação e transplante de órgãos foram os temas de um fórum realizado nesta quinta-feira (13), no auditório do Hospital Regional de Cacoal (HRC), distante cerca de 480 quilômetros de Porto Velho. O evento contou com a participação de estudantes, profissionais da saúde e pacientes com insuficiência renal crônica.

De acordo com o coordenador da equipe de transplantes renais no estado, o médico Alessandro Prudente, objetivo principal do fórum é capacitar, orientar e sensibilizar os profissionais da saúde a respeito da doação e captação de órgãos, pois segundo ele ainda existe muita rejeição pela  sociedade à prática.

“Foram realizados no estado, até agora, 21 transplantes de rim e 65 de córnea. Número baixo, tendo em vista que a média de pacientes que necessitam de um transplante de rim gira em torno de 350”, relata.

Conforme o médico, existe hoje quatro centros de captação de órgãos no estado, localizados em Porto Velho, Ji-Paraná (RO), Cacoal (RO) e Vilhena (RO). Após o procedimento de retirada dos rins e das córneas, os órgãos são transferidos para a central de transplantes que fica no Hospital de Base (HB), em Porto Velho.

“O trabalho está dando certo, agora oque precisa é conscientizar a população da importância da doação dos órgãos de seus entes queridos, mesmo porque se a família não autorizar nenhum órgão pode ser retirado do paciente. Só neste ano foram registradas 16 mortes celebrais de pacientes em potencial para serem doadores, mas apenas duas famílias autorizaram a captação”, revela.

Segundo o diretor do Hospital Regional de Cacoal, Marco Aurélio Vasquez, com objetivo de conscientizar a população da importância vital da doação de órgãos foi criada a Comissão Intra Hospitalar de Doação e Captação de Órgãos do Hospital Regional de Cacoal (CIHDOTT), e graças ao trabalho do órgão já foram realizados, em pouco mais de um ano, no hospital, seis procedimentos de captação de rins e córneas. Os números são considerados positivos, se comparado com a média do estado.

“Ao longo de quase três anos tivemos várias oportunidades de realizar procedimentos de captação de órgãos, mas não foi possível devido a negativa da família. Por isso precisamos que as pessoas entendam que o paciente renal crônico tem sua vida encurtada pela doença , e só uma doação de um órgão retirado na maioria das vezes de uma pessoa que já faleceu poderá aliviar a dor desse paciente”, explica.

Para o presidente da Associação de Renais Crônicos e Transplantados do Estado de Rondônia, Jonas Cavalcante, o evento é positivo, pois segundo ele, 90% da população é contra a doação no estado. “Espero que outros municípios sigam o exemplo de Cacoal. Há pouco mais de cinco anos precisei sair do estado para realizar um transplante de rim, pois não se realizava o procedimento em Rondônia. Agora que está realizando de graça se esbarra na falta de doação. Isso é lamentável porque existe um grande número de pacientes na fila de espera”, diz.

Fonte: G1

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