Queimadas afetam crianças e idosos

queimadas1As queimadas ilegais que ocorrem nesta época do ano devido à escassez das chuvas, além de provocar baixa umidade relativa do ar com maior concentração de poluentes, piora a saúde de crianças e idosos, que lotam o Hospital Municipal (HM) e as Unidades Básicas de Saúde (UBS), em Ji-paraná. Para conter essa prática a fiscalização foi reforçada pelo Corpo de Bombeiros e Polícia Ambiental, mas as queimadas continuam, sendo 80% de forma ilegal e de forma clandestina. Entre os agravantes oriundos da mudança na temperatura e queimadas nessa época do ano, sintomas como: dor de cabeça, nariz ressecado, sangramento nasal, olhos vermelhos e ressecados, problemas respiratórios e alergias. “Houve sim um aumento significativo da demanda aqui no Hospital Municipal, envolvendo tanto crianças como adultos, decorrido do clima seco e baixa umidade do ar. Crianças e idosos em sua maioria com problemas respiratórios e alergias, que são agravadas com a poeira e fumaça das queimadas”, ressaltou Antelmo Ferreira, diretor do HM.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera como ideal a umidade do ar acima de 60%. É considerado estado de atenção quando a umidade cai abaixo dos 30%. Quando a umidade atinge níveis entre 19% e 12%, é decretado estado de alerta. Abaixo disso, é considerado estado de emergência. Ontem a unidade registrada no Clima Tempo, para Ji-Paraná, era 32% com temperatura de 36°C e nível de raio ultravioleta muito alto. “O clima está muito abafado.
Infelizmente, as crianças ficam vulneráveis demais. Complica muito quando a poeira é demais e a fumaça, que além de ardência nos olhos, força a respiração das crianças. O Felipe estava muito bem, mas bastou o calor e as queimadas, para a saúde dficar debilitada”, disse Patrícia Santos, dona de casa.

Aumenta o índice de focos de incêndio no município
Os focos de incêndio se multiplicam pela cidade, nem o canteiro central do viaduto no Segundo Distrito escapou e parte da grama foi destruída pelo fogo. Labaredas, que em outros pontos da cidade avançam com muita rapidez, a intensidade do vento de 7 km/h pesa contra.
“Aqui no Colina Park 2 bastou algumas fagulhas e vários terrenos foram incendiados. Não acredito que seja acidental, são pessoas que tentam limpar seus quintais, e não medem as consequência dos estragos. Poderia ser bem pior se uma queimada dessa atingisse uma residência”, alertou Josy Santos, secretária.

Os focos de incêndio aumentaram, em relação a 2013/2014. Só no ano passado foram 100 registros na cidade, contra 94 ocorrências até julho desse ano. Em 60% dos casos os culpados não são identificados e nem responsabilizados. A intensa fiscalização não para e as multas variam de R$ 100 mil a R$ 500 milhões.

Para o segundo-tenente do Corpo de Bombeiros, José Aparecido dos Santos é preciso um trabalho conjunto entre Corpo de Bombeiros, Sedam, Secretaria do Meio Ambiente, Polícia Ambiental e Ibama para conter essa prática. Com ações preventivas e protetivas.
“Já fazemos um trabalho de conscientização da população no anseio de reverter esse quadro, embora tenhamos realizado 44 atendimentos, em 2012; 49 em 2013 e 72 em 2014. Mas o número de focos de incêndio é bem maior. Esses são os casos que nós atendemos, por isso da conscientização”, alertou José Aparecido, tenente do Corpo de Bombeiros.
Fonte: Diário da Amazônia

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