RONDÔNIA – No final de julho, as cidades de Colorado do Oeste e Cabixi receberam uma roda de conversa online reunindo profissionais das áreas de educação, saúde, além da Defensoria Pública, representantes da AMA Cone Sul (Associação de Pais e Amigos do Autista de Colorado do Oeste e região) e da população em geral interessada no assunto, com a temática “Inclusão Social da Criança e Adolescente com Deficiência”.

Organizada pela Defensora Pública de Colorado do Oeste, Flávia Albaine, por Sandra Valéria, professora da rede pública da comarca, e Vanuza Lima, integrante da AMA Cone Sul, por mais de duas horas foram expostos relatos, ideias e propostas para melhorar a inclusão social.

Segundo Flávia Albaine, que também é criadora do projeto Juntos pela Inclusão Social e faz parte do corpo docente do curso de extensão em “Direito das Pessoas com Deficiência” da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), um dos pontos mais importantes de tudo o que foi dito são os entraves que a população vivencia dentro desse contexto.

“Entre as barreiras detectadas, é possível citar a dificuldade na realização dos diagnósticos e laudos de crianças e adolescentes com deficiência, o que atrapalha que eles tenham acesso a direitos, como o benefício de prestação continuada, entre outros”, ressalta.

Para Flávia, também há muita falta de informação por parte da população, que muitas vezes não sabe quais são os seus direitos e como instrumentalizá-los.

“Por isso, continuaremos a investir na educação em direitos, tais como lives, palestras, rodas de conversa etc., sempre no sentido de levar a informação para a população”, pontua.

Inclusão social: a população pode doar e ajudar nessa causa!

 Reclamar nem sempre é a melhor solução, já que o problema continua ali. E é pensando exatamente nisso que a AMA Cone Sul ajuda não só aos seus integrantes, mas também quem não tem condições de pagar a mensalidade de R$ 25. E, para ampliar ainda mais essa rede de colaboração, conta com a ajuda da população.

“Estamos finalizando os trâmites legais para receber a doação do local fixo onde vai ser a localização da AMA. No momento, estamos recebendo o que é doado pela Prefeitura do município e estamos ajudando duas famílias carentes no diagnóstico dos filhos. Ou seja, é um processo bem demorado, caro e que não há em nosso município”, explica Vanuza.

Ela lembra que agora que as rodas de conversa voltaram a acontecer (pois presencialmente não era mais possível), então, a Associação também voltou virtualmente.

“E estamos acolhendo essas famílias que vão recebendo o diagnóstico. É um momento delicado. Ontem mesmo, quando a Defensoria acompanhou duas mamães até outro município nas consultas, uma das mães ficou muito abalada ao ver como foram feitos alguns exames. Depois conversamos bastante e, ainda assim, à noite ela ainda estava bem aflita. Saber que um filho tem um problema de saúde é realmente impactante. Por isso, mesmo que não seja grave, mas requeira cuidado, é preciso dar apoio para a criança ou adolescente com deficiência e também a família, pois essa fase não é fácil”, ressalta.

Atualmente, todos da diretoria da AMA Cone Sul são voluntários, ou seja, ninguém recebe valor monetário algum pelas atividades prestadas.

E nem todas as famílias pagam a contribuição mensal, o que se agravou ainda mais durante a pandemia, em que mais casos surgiram (principalmente na realização das atividades escolares) e menos pessoas conseguiram pagar a mensalidade: mas de um modo ou de outro, todos foram acolhidos.

Agora, você da região e de qualquer lugar do Brasil pode fazer parte dessa luta e doar o que puder:

Banco do Brasil

Agência: 1381

C/C 20880-9

Pix: 37.247.941/0001-34

Associação P A A C Oeste