Rodoviários e empresas não entram em acordo e greve continua em RO

greveOs motoristas e cobradores das empresas de transporte público de Porto Velho vão continuar em greve. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) tentaram uma conciliação e sugeriram a suspensão do movimento grevista por 60 dias. Mas a categoria não aceitou a proposta, feita em reunião na segunda-feira (6) com o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Transportes Coletivo Urbano (Sitetuperon) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Porto Velho (SET) .

Os trabalhadores cruzaram os braços na segunda-feira (6) em protesto por reajuste salarial e garantia da permanência nos cargos, mesmo com a saída das duas empresas de transporte público na capital, Três Marias e Rio Madeira, que tiveram contrato encerrado pela prefeitura.

Segundo a desembargadora do TRT Maria Cesarineide de Souza Lima e o procurador-chefe do MPT, Piero Rosa Menegazzi, a sugestão de suspensão da paralisação tem o objetivo de buscar um equilíbrio entre o direito de greve dos trabalhadores e o atendimento básico à população que usa o transporte coletivo.

O Sitetuperon disse que vai levar a proposta da Justiça para discussão com a categoria em assembleia, marcada para quarta-feira (8). “A gente não ficou satisfeito com a proposta, mas não cabe a nós a decisão de aceitar e sim à categoria. Por enquanto, permanecemos com a greve e cumprindo a liminar. Hoje os carros já saíram”, disse o presidente do Sitetuperon, Edilson Pereira.

greve1Enquanto a categoria decide se vai acatar a sugestão dos órgãos de Justiça, a greve continua. No entanto, os ônibus estão circulando em cumprimento à liminar do TRT, que determina o funcionamento de 80% da frota dos ônibus nos horários de pico e 50% da frota durante os horários de interpico. Caso os dois sindicatos descumpam a determinação, podem ser multados em R$ 100 mil por dia.

A greve

Motoristas e cobradores do transporte público de Porto Velho entraram em greve na segunda-feira,  em protesto por 19% de reajuste salarial e aumento nos vales alimentação e refeição. A greve não tem data para terminar e foi decidida em assembleia na última quinta-feira (2).

Os sindicatos pedem aumento no vale refeição de R$ 15 – o valor atual é de R$ 10 – e vale alimentação de R$ 300, no lugar de R$ 135. Os rodoviários também esperam garantia do prefeito Mauro Nazif em relação aos postos de trabalho, já que o contrato das duas empresas de transporte público que atuam em Porto Velho foi encerrado pela prefeitura.

José Rildo trabalha na Três Marias há nove anos como motorista e afirma que o movimento está direcionado principalmente à manutenção dos empregos. “Se não resolver, a situação fica difícil, porque a empresa pode dizer que faliu e aí a gente fica sem receber os direitos”, ressaltou.

Fonte: G1

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