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quinta-feira, julho 29, 2021

Rondônia registra três vezes mais focos de queimadas nas duas primeiras semanas de julho

Queimada em Rondônia — Foto: BBC

Rondônia registrou mais de 240 focos de queimadas nas primeiras duas semanas de julho, segundo dados coletados pelo satélite de referência do Instituto de Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O número é três vezes maior que o do mesmo período do ano passado, quando foram registrados 81 focos de fogo.

A última terça-feira (13) foi o dia que com o maior número de queimadas desde o início do mês, tendo sido captados 46 focos no estado.

Dos 52 municípios de Rondônia, Porto Velho é o que mais registrou queimadas, sendo responsável por cerca de 36,9% de todos os focos captados pelo satélite no período. Candeias do Jamari fica em segundo lugar, tendo 8,6% de todas as queimadas em Rondônia.

  1. Porto Velho – 90 focos
  2. Candeias do Jamari – 21 focos
  3. Alto Paraíso – 17 focos
  4. Machadinho D’Oeste – 14 focos
  5. Rio Crespo – 10 focos

Ainda foram registradas queimadas em: Buritis (7), Guajará-Mirim (7), Alta Floresta D’Oeste (6), Ariquemes (6), Campo Novo de Rondônia (6), Nova Mamoré (5), São Miguel do Guaporé (5), Seringueiras (5), Cujubim (4), Itapuã do Oeste (4), São Francisco do Guaporé (4), Cacoal (3), Chupinguaia (3), Nova União (3), Pimenta Bueno (3), Rolim de Moura (3), Vale do Paraíso (3), Alto Alegre dos Parecis (2), Ji-Paraná (2), Mirante da Serra (2), Pimenteiras do Oeste (2), Theobroma (2), Cabixi (1), Colorado do Oeste (1), Espigão D’Oeste (1), Jaru (1), Vilhena (1).

A nível nacional, Porto Velho é a quarta cidade com o maior número de queimadas nas duas primeiras semanas de julho, ficando atrás apenas de Corumba (MT), com 303 focos, Formoso do Araguaia (TO), com 163 focos, e Lagoa da Confusão (TO), com 103 focos.

Unidades de conservação e terras indígenas

O número de queimadas em unidades de conservação ambiental estaduais e federais e em terras indígenas também cresceu em comparação com o registrado no mesmo período de 2020. No ano passado, seis focos atingiram áreas de proteção. Em 2021 foram 29 focos de fogo registrados.

As áreas de conservação federais foram as mais afetadas, sendo a Floresta Nacional do Bom Futuro a que teve mais queimadas.

Floresta amazônica já emite mais gás carbônico do que absorve

Um estudo publicado nesta quarta-feira (14) na revista científica Nature, liderado por uma pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), aponta que regiões da floresta afetadas pela degradação ambiental estão levando o conjunto da Amazônia a emitir mais carbono do que consegue absorver.

Atualmente a floresta emite 0,29 bilhão de toneladas de carbono por ano para a atmosfera além do que consegue absorver. A pesquisa aponta que o principal ponto que leva ao desequilíbrio é a região sudeste da Amazônia, que também concentra parte do chamado “Arco do desmatamento”, região vulnerável do bioma pelas pressões do desmate e queimadas.

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