Rondônia usa tecnologia de São Paulo nos novos plantios do café

CafeO café produzido em Rondônia passou a ser procurado, novamente, pelas multinacionais, que há 10 anos, por várias razões, haviam desistido da compra da produção do estado. A procura se dá, atualmente, porque estados tradicionais na produção do café passaram a não atender mais a demanda destas empresas. Situações climáticas desfavoráveis levaram à baixa produção nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Espirito Santo, além de outros.

Segundo a Conab, Rondônia produz hoje em torno de 13 sacas de café por hectare, o que é considerado baixa produção. Por outro lado, representantes Idaron explicam que, com a utilização de plantas de qualidade, adubação, poda e irrigação de forma correta, a produtividade deve ultrapassar 100 sacas de café por hectare, um aumento de cerca de 90%, segundo o coordenador Paulo Quaresma, do controle de pragas agrícolas da Idaron. “O governo federal garante um preço mínimo para a saca de café: para a safra de 2015/2016, o preço está garantido pelo governo R$ 193,54 a saca”.

A baixa produtividade do café por hectare, fez com que o governo, por intermédio da Idaron, verificasse a possibilidade de voltar a consolidar Rondônia como um produtor competitivo do grão, com as tecnologias disponíveis, hoje, o que não existia na década de 80, quando se produziu muito café. Para debater o assunto, a Idaron criou um grupo de discussão formado por representantes de os órgãos do governo que trabalham com a agricultura, e cuja consultoria técnica ficou por conta do agrônomo Paulo Fernando Brito, Diretor Técnico da Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo. Na ocasião, ele veio a Porto Velho especialmente para tratar do assunto.

A missão do consultor, Paulo Fernando Brito, é passar experiências bem sucedidas em São Paulo que conta com uma das maiores áreas de produção de mudas de café, além de ostentar os melhores viveiros do Brasil. Sendo assim “a Idaron tem esta característica. De buscar informações técnicas com quem tem maior conhecimento e são Paulo tem”, disse o presidente.

“A ideia é que a produção do café em Rondônia não seja avaliada somente no quesito qualidade, como também, possa ser negociado com os compradores em grandes quantidades, sem que haja necessidade de aumento da área plantada”, esclarece o presidente da Agencia Agrossilvopastoril de Rondônia (Idaron), José Antônio Volpi. Para o presidente, a consultoria do agrônomo e diretor técnico da Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, traz conhecimento e a Idaron tem sido procurada para informar sobre o potencial de aumento na quantidade de produção de café por hectare.

Para esta melhoria, o ponto é inicial, é a produção de uma muda de qualidade, “se você não começa a uma produção de café com uma muda de boa qualidade, você já favorece uma lavoura de baixa produção, acaba por colaborar com a disseminação de pragas, doença que vão interferir na produção, disse o coordenador do controle de pragas agrícolas  da Idaron, Joao Paulo Souza quaresma, com sede em Presidente Médici.

Fonte: Decom

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