Sem coleta de lixo, moradores de RO fixam placa para pedir limpeza da rua

lixoCansados de esperar pela coleta municipal, os moradores do bairro Triângulo, no Centro de Porto Velho, decidiram pedir ajuda à população. “Não jogue lixo, não temos coleta”, dizem na placa afixada em uma rua em frente à linha desativada da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, na região histórica da capital. Quem mora no local relata que os caminhões de lixo não passam por lá há mais de um ano. A Secretaria Municipal de Serviços Básicos (Semusb) informou não ter conhecimento do problema.

“Nenhum caminhão passa por aqui desde a última cheia [cheia histórica do Rio Madeira, em 2014]”, lamenta José Augusto. Apesar da falta de coleta municipal, a área permanece limpa. Cerca de 20 famílias, que ainda vivem na região tomada pelas águas do Madeira no ano passado, juntam o lixo e jogam em uma das caçambas posicionadas ao lado da Feira do Produtor, a cerca de 800 metros de distância das casas.

Após a cheia de 2014, muitas residências às margens do rio ficaram tomadas de areia, onde cresce uma vegetação. Sem a limpeza do poder público, os moradores ficaram responsáveis por capinar a rua. “Nós cuidamos da área, limpamos, cortamos o mato, mas tem lugar que não conseguimos ir e fica um matagal servindo de esconderijo pra bandidos”, conta José Augusto.

O farinheiro Natan Oliveira, de 78 anos, vive no bairro desde que nasceu. “Filho do Madeira”, como ele se nomeia, diz que ajuda a evitar o aumento de lixo doando os resíduos de sua fábrica de farinha para criadores de porcos. “No final do ano ganho um porco pra assar!” Natan teve que sair de casa durante a enchente do ano passado, mas voltou e continua com o trabalho.

Procurada pelo G1, a coordenadoria de limpeza da Secretaria Municipal de Serviços Básicos (Semusb) informou não ter conhecimento da falta da coleta no bairro Triângulo. O coordenador da pasta, André Henrique, explicou que a população normalmente comunica a secretaria sobre possíveis atrasos nas coletas ou ausência da retirada do lixo, o que, segundo ele, não foi feito.

Conforme o coordenador, fiscais da Semusb serão enviados para avaliar o local e, se for constatada a necessidade da coleta, mas não houver condições de tráfego do caminhão da empresa coletora para atender legalmente o bairro, será colocado um container próximo às residências.

A coordenadoria disse também que é necessário verificar se a área onde as famílias vivem está condenada, devido à grande cheia. Ainda assim, garantiu que os moradores receberão o auxílio para a coleta de lixo no bairro, que faz parte do circuito Tucumanzal, atendido pela empresa contratada pela prefeitura nos dias de terça-feira, quinta-feira e sábado.

Fonte: G1

 

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