Uma semana depois de parte da área de contenção de viaduto da Jatuarana desabar, nenhuma autoridade se manifesta

PORTO VELHO – Depois de esperar dez anos para ver serem concluídas – meia boca, é claro – as obras da travessia urbana de Porto Velho, uma parte das chamadas compensações pelos impactos da construção das usinas de Santo Antônio e Jirau, a população da capital corre o risco de ficar sem parte delas. A primeira parte destas obras a ser liberada para uso da comunidade, depois de muitos protestes e manifestações – o viaduto da Jatuarana – teve parte de seu aterro de contenção das laterais desmoronado há uma semana, depois de um acidente envolvendo uma caminhonete e uma carreta.

Com as fortes chuvas que começam a cair na capital, todo o aterro do elevado poderá ceder, mas a defesa Civil não vê perigo

O desmoronamento, segundo pessoas que moram ou trabalham ali próximo, aconteceu de sexta-feira para sábado da semana passada, mas só nesta quinta-feira, compareceram ao local para avaliar os estragos, alguns funcionários da Defesa Civil do Município. Do órgão responsável pela rodovia, o Departamento Nacional de Infraestrutura terrestre (Dnit) ninguém apareceu ao local.

Uma semana depois do desmoronamento, nenhuma autoridade se manifestou ou esteve no local

Com esse interesse todo das autoridades por um segmento rodoviário vital para Porto Velho, é possível que, com a temporada de chuvas e tempestade anunciada pelo serviço de metereologia a capital corre o risco de ver esse elevado desmoronar de vez sob o olhar complacente das autoridades.

Segundo a Defesa Civil, o local não oferece risco de desabamento.

O local é um dos pontos de maior fluxo de veículos nos horários de picos em porto velho

O gerente de operações e socorro da Defesa Civil, Rogério Felix, informou que após o ocorrido, a equipe de engenharia foi encaminhada ao local, analisou, fotografou e enviou um relatório para o DNIT relatando o que foi constatado no local para que o reparo fosse feito.

Sobre o perigo, Rogério Felix disse que apesar de ter desmoronado parte da parede de contenção, não oferece risco de desabamento. A equipe continua monitorando o local.

O elevado do Trevo do Roque – esse concluído por uma empresa local, a Madecom, que também concluiu o trevo da Campos Sales e a passagem de nível da Prudente de Moraes, além das marginais – também teve parte do aterro de contenção vindo abaixo, poucos dias depois de concluída a obra.

O acidente

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os dois veículos seguiam no mesmo sentido quando o motorista da caminhonete Rangger colidiu na lateral da carreta em cima do viaduto.

Com o impacto, à frente da Ranger ficou parcialmente destruída. Já a carreta, danificada na traseira.

Após o acidente, o motorista da Ranger fugiu do local. Parte da parede de proteção do viaduto foi atingida durante a colisão.

Testemunho de um vendedor ambulante

José Antônio, um venezuelano de 49 anos que trabalha como vendedor ambulante comercializando água de coco e caldo de cana nas proximidades do elevado da Jatuarana com a BR, afirma que o acidente ocorreu de sexta para sábado. Ele afirma ainda que quando chegou para trabalhar notou a diferença. No entanto, garante o ambulante, somente na tarde desta quinta-feira apareceu alguns servidores públicos para verificar o ocorrido.

Fotos e vídeo: Hilda Beatriz

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