Apostadora é indenizada após erro no processamento de aposta da Mega da Virada

Apostadora é indenizada após erro no processamento de aposta da Mega da Virada

Imagem meramente ilustrativa

Uma apostadora do Pará obteve decisão favorável na Justiça após comprovar falha no registro de uma aposta feita para a Mega da Virada. A sentença determinou o reembolso integral do valor pago, ao reconhecer que o serviço prestado pela casa lotérica não correspondeu ao que havia sido solicitado pela cliente.

O caso envolve uma professora residente em Marabá que realizou uma aposta no valor total de R$ 700, dividida em cotas, com a intenção de participar do sorteio especial de fim de ano. Ainda no interior da lotérica, ela percebeu que os bilhetes haviam sido processados como apostas regulares da Mega-Sena, e não para o concurso específico da Mega da Virada.

Segundo os autos, a apostadora tentou resolver a situação de forma imediata, solicitando o cancelamento ou estorno da operação. O pedido, no entanto, foi negado pelos atendentes do estabelecimento. Diante da recusa, a cliente buscou esclarecimentos posteriormente, inclusive por meio de mensagens, mas não obteve solução administrativa.

A lotérica, por sua vez, alegou que o registro da aposta seguiu exatamente o volante apresentado pela cliente e que as normas operacionais da Caixa Econômica Federal não autorizam o cancelamento de apostas após a efetivação do jogo, salvo em situações específicas, como falha do sistema ou erro de impressão.

Ao analisar o caso, o Juizado Especial Cível entendeu que havia relação de consumo e que cabia ao estabelecimento garantir informações claras e a correta execução do serviço contratado. Para o magistrado, a divergência entre o que foi solicitado pela consumidora e o que efetivamente foi registrado caracterizou falha na prestação do serviço.

Embora a sentença tenha sido proferida em 2 de dezembro de 2025, ela trata de um fato ocorrido em 2024 e, conforme a legislação brasileira, as partes ainda podem recorrer da decisão. No entanto, a Loteria São Felix declarou que não pretende contestar o veredito judicial, apesar de discordar da conclusão, e afirmou que os bilhetes foram registrados conforme os volantes apresentados pela cliente.

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