COLUNAS (RE)PUBLICADAS
ERREI: Na foto publicada dia 19, do Macalé e duas senhoras, o correto é “Marilene Gusmão (esposa), Macalé e Heloísa Helena”.
Lúcio Albuquerque
69 99910 8325

Publicada – 16.8.21
Republicada – 22.2.26
BANGALÔ BAR – Um pouco da memória política de Rondônia virou a página
Muita gente tem o que contar e gosta de contar. Para um grupo que viveu as quase duas décadas de existência do Bangalô Bar, foi tempo de recordar, e muitos mandaram mensagem, falando do tempo em que se podia fumar (ARGHHH) em restaurantes.
Algumas histórias são impublicáveis, mas todas podem ser confirmadas por quem as viveu, como a do sanduíche tipo “baixaria” num pão de 30 centímetros, ou as vezes em que um dos lados do casal ia buscar o outro, naquelas madrugadas em que ainda se podia sair de casa à noite, ou botar cadeiras nas calçadas para “jogar conversa fora”.
De uma coisa todos lembram, que o Macalé “era um mestre na arte de bem receber”, e que o próprio ambiente facilitava a fidelização da clientela.
ALGUNS CAUSOS
QUE HORA ABRE?
Quem frequentou o Bangalô Bar sabe do causo: Pouco mais de seis da manhã, depois de uma noitada dura, o Macalé chega em casa e mal deita toca o telefone.
Do outro lado uma voz conhecida, meio pastosa:
– Macalé, que hora abre o Bangalô (Era um dos mais/mais do boteco, o advogado Juvenal Sena)
Irritado, o Macalé responde:
– Porra, Juvenal, acabei de fechar e estou tentando dormir.
Sem se importar com o que ouviu, Juvenal respondeu:
(Aqui duas versões)
1 – “É que eu fui ao banheiro e agora estou trancado querendo sair”.
2 – “Eu quero saber onde tem o gelo para tomar mais uma”.
Deixo a quem ler escolher a verdadeira. A do gelo, para quem conhecia o Juvenal nem dá muito para acreditar, porque ele sabia de detalhes de dentro do Bangalô.
JORNAL GUAPORÉ, BOM DIA!
O jornalista Paulo Queiroz morava em frente ao jornal “O Guaporé”, onde trabalhava. Quando chegava na madrugada nem ia para casa. Entrava na sala do diretor Emanuel Pontes Pinto, sentava na cadeira e dormia. Só acordava quando o telefone tocava e ele respondia: “Jornal o Guaporé, bom dia!”
(Daqui para a frente, história contada pelo senador Claudionor Roriz)
“Pegamos o Paulo, fomos para o “Bangalô” e daí para Ji-Paraná. Ele dormiu na casa de um do grupo. Pela manhã ligo e o Paulo atendeu: “Jornal O Guaporé, bom dia!”
“Eu respondi: que Jornal Guaporé que nada, tu estás é em Ji-Paraná”.
Obs: quem conheceu o Paulo não tem muita dúvida de que isso tenha sido verdade.
SANDUÍCHE “SOBRA DE TUDO”
O médico Samuel Castiel, cadeira cativa do “Bangalô” na sede da Pinheiro Machado, lembrou do sanduíche que muitos comiam só de madrugada.
Era um pão de 30 centímetros recheado com alface, tomate, queijo, carne, frango, ovo, presunto, bacon e o que tivesse disponível.
Mais ou menos como hoje o “X Tudo”, que na banca do Antonio, na Feira do Um, é o “Baixaria”, e que no Federal Burger dizem que oferece um similar.
Para Samuel, “Era uma sobra de tudo, o que isso não espantava os consumidores, depois de uísque e cerveja. Mas que nunca sobrava para o dia seguinte”.
AMIR LANDO
Dois frequentadores lembraram que no “Macalé” acontecia de tudo, inclusive o então deputado estadual Amir Lando declamando várias vezes a mesma poesia e, depois, querendo atenção porque ia dedilhar um violão.
SALA VIP
Contaram que o Macalé mantinha no Bangalô uma sala vip, onde só alguns clientes especiais entravam, normalmente políticos, empresários e algumas autoridades. “Ali se conversou e se chegou a muitas decisões importantes”, como recorda o ex-deputado Luiz Gonzaga, frequentador habitual.
E OS CASAIS?
Todos com os quais eu conversei sobre o Bangalô, lembraram praticamente a mesma coisa: era comum em plena noitada parar um carro na porta, o motorista ou o próprio passageiro, às vezes “ela” descer e buscar o parceiro. “Tinha vez que dava discussão”, lembrou um conhecido advogado que também ia ao Bangalô.

Juvenal Sena (d) com os também advogados Itamar Moreira Dantas, Pedro Origa e Hugo Mota, no “Bangalô”

Uma das sedes do “Bangalô Bar”

Ex-deputado Luiz Gonzaga da Costa: No “Bangalô” muitas decisões importantes foram tomadas numa sala “vip”


