Da Redação — O Ministério das Relações Exteriores monitora o caso de uma paulista de 30 anos detida em solo sul-coreano após sucessivas tentativas de invasão de privacidade contra o cantor Jungkook, do grupo BTS. A infração, enquadrada como stalking pelas leis da Coreia do Sul, ocorreu após a brasileira localizar o domicílio particular do artista e insistir em contatos presenciais em três momentos diferentes. O comportamento levou a polícia local a intervir e motivou um pedido de medida protetiva por parte dos representantes do músico.
A situação ganha contornos de crise de saúde pública. Segundo parentes, a mulher — natural da Paraíba — possui um diagnóstico psiquiátrico pré-existente e viajou sem o conhecimento da família sobre suas reais intenções, financiando o trajeto com empréstimos e economias. O tratamento médico teria sido suspenso pouco antes do embarque. Atualmente, embora não esteja mais sob custódia, ela se recusa a deixar a Coreia do Sul por vontade própria.
Diante do impasse, os familiares buscam viabilizar uma deportação assistida. Para isso, trabalham na compilação de laudos médicos que comprovem a necessidade de repatriação para cuidados hospitalares no Brasil. A legislação coreana é conhecida pelo rigor contra perseguidores de figuras públicas, prevendo sanções severas. A articulação diplomática agora tenta equilibrar as exigências da justiça estrangeira com a vulnerabilidade mental da cidadã brasileira.


