Poesia – Paulistão em chamas

Hoje é terça-feira,
Vinte e quatro no calendário.
O Paulistão acelera,
Clássico no noticiário.
Quatro gigantes na espera,
Sonho extraordinário.
Palmeiras confirmou,
Mostrou força e tradição.
São Paulo também passou,
Com raça e decisão.
No sábado se consagrou,
Explodiu o coração.
Domingo foi vibrante,
Novorizonte cantou.
O Tigre seguiu adiante,
Sua garra ecoou.
Corinthians confiante,
E a Fiel comemorou.
Semifinal definida,
Confronto de emoção.
Batalha prometida,
Choque de campeão.
Cada torcida aguerrida,
Defende seu pavilhão.
Novorizontino enfrenta,
O Timão em tensão.
Palmeiras se apresenta,
Contra o São Paulo em ação.
A rivalidade esquenta,
No auge da pressão.
São Jorge é esperança,
Pois Corinthians quer subir.
E a fiel não descansa,
Não para de insistir.
É duelo que balança,
Faz o peito explodir.
Em Barueri o clássico,
Promete decisão.
Choque verde e trágico,
No peso da tradição.
Cada lance é épico,
No templo da paixão.
Regulamento é claro,
Se empatar, é penal.
Momento tenso e raro,
O silêncio é total.
O chute vale o amparo,
Ou uma queda fatal.
Fora das quatro linhas,
Outra pauta surgiu.
Contas, cifras e entrelinhas,
Que o clube assumiu.
Conversas sem guerrilhas,
O diálogo persistiu.
Memphis está aguardando,
A dívida acertar.
O clube vai negociando,
Para depois renovar.
Planeja ir quitando,
Sem deixar atrasar.
Há débito com Talleres,
Também a resolver.
Esforços e deveres,
Para tudo manter.
Entre acordos e pareceres,
Buscam se reerguer.
Mas no campo é chama viva,
É raça e superação.
A bola nunca esquiva,
Da forte decisão.
Quatro sonham na disputa,
Só um ergue o campeão.
Moiseis Oliveira da Paixão


