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  • Casos de furtos e arrombamentos disparam nas lojas da Havan após retirada dos “amostradinhos”

    A Havan registrou um aumento expressivo nos casos de furtos, arrombamentos e depredações em suas lojas nos últimos meses. Só em setembro foram 64 ocorrências, o que representa quase 50% de todos os delitos de 2025. No acumulado do ano, já são 131 registros.

    Segundo o empresário Luciano Hang, o crescimento dos casos ocorreu principalmente após a empresa ser obrigada a retirar do ar os chamados “amostradinhos”, vídeos que mostravam criminosos em ação.

    “Percebemos que os criminosos não têm medo da justiça ou da polícia, mas sentem vergonha de serem reconhecidos por familiares, amigos, vizinhos ou até por outras vítimas. Quando expostos, pensam duas vezes antes de agir”, afirmou.

    Diante do aumento das ocorrências, Hang decidiu tornar público um novo vídeo, mesmo que desta vez borrando os rostos dos criminosos, para mostrar a realidade enfrentada pela rede e cobrar medidas mais eficazes das autoridades.

    “Não podemos permitir que a criminalidade avance sem controle. É preciso endurecer as leis e investir em tecnologia para proteger a população e garantir um Brasil seguro”, destacou.

    O empresário reforça ainda o apoio ao Projeto de Lei 3630/2025, da deputada federal Bia Kicis, que prevê medidas mais duras contra a criminalidade. Ele ressaltou que, na Havan, os crimes não passarão impune.

    “Mesmo não podendo expor os criminosos, nós estamos de olho. Todas as nossas 184 megalojas contam com um sistema de segurança de última geração, temos uma central 24 horas que acompanha tudo o que acontece em nossas unidades. As pessoas flagradas cometendo crimes são abordadas, identificadas, registramos a ocorrência nos órgãos competentes e processamos. Não damos moleza aos bandidos. Todas são cadastradas em nosso banco de dados e, em qualquer uma das lojas que entrarem, nosso monitoramento é imediatamente alertado”, concluiu o dono da Havan.

     CONFIRA ALGUNS CASOS DE SETEMBRO

     

    IMPRENSA/HAVAN

     

     

     

     

  • Fábrica de mosquitos oferece tecnologias para redução da dengue

    Complexo foi inaugurado quinta-feira em Campinas, São Paulo

    © Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil – Um complexo recém-inaugurado de fabricação de mosquitos, em Campinas, interior de São Paulo, está disponibilizando duas tecnologias complementares comprovadamente eficazes na redução da transmissão da dengue e na supressão das populações do Aedes aegypti. A nova instalação terá capacidade para fornecer até 190 milhões de ovos de mosquitos com Wolbachia por semana, o suficiente para proteger até 100 milhões de pessoas anualmente. A instalação também está fabricando os produtos da linha Aedes do Bem, capaz de reduzir em 95% as populações de mosquitos Aedes aegypti em comunidades urbanas.

    A fábrica da Oxitec Brasil, inaugurada na quinta-feira (2), entra em operação como uma resposta direta ao apelo da Organização Mundial da Saúde (OMS) para acelerar o acesso a tecnologias inovadoras de controle de vetores, e marca um momento crucial na luta contra a dengue não apenas no Brasil, mas em todo o mundo.

    Com os casos de dengue atingindo níveis recordes na América Latina e na Ásia-Pacífico, a instalação foi construída para atender à crescente demanda de governos e comunidades que buscam proteção rápida, escalável e econômica.

    Aguardando a aprovação da Anvisa, a instalação está pronta para começar a fornecer mosquitos portadores de Wolbachia ao governo, bem a tempo para o início da temporada de mosquitos no Brasil, e sem a necessidade de financiamento governamental para construção ou gestão.

    Ambas as tecnologias de controle biológico funcionam com a liberação de mosquitos em áreas urbanas.

    O método Wolbachia foi projetado para grandes campanhas de saúde pública em áreas extensas, por meio de programas liderados por governos, enquanto o Aedes do Bem foi projetado para intervenções direcionadas de supressão de mosquitos, que podem ser implementadas por qualquer pessoa, em pontos críticos e onde a redução de mosquitos que picam é uma prioridade.

    A tecnologia Wolbachia comprovou reduzir a transmissão da dengue em mais de 75% em projetos-pilotos urbanos em grandes áreas. Ela foi formalmente reconhecida pela Organização Mundial da Saúde e adotada pelo Ministério da Saúde do Brasil como parte de seu Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD).

    “A Wolbachia é uma bactéria que está presente naturalmente em mais de 60% dos insetos, mas não no Aedes aegypti. Pesquisadores australianos tiveram a ideia de transferir essa bactéria para o Aedes aegypti para ver se ela conseguiria reduzir sua carga viral. A bactéria se reproduz onde o vírus se reproduziria, impedindo o vírus de replicar. Funciona mais ou menos como uma vacina. Quando uma fêmea com a Wolbachia acasala com um macho do ambiente, toda a descendência desse cruzamento vai ter a bactéria Wolbachia e não vai conseguir transmitir dengue, zika, chikungunya”, explicou a diretora-executiva da Oxitec Brasil, Natalia Verza Ferreira.

    A diferença da Wolbachia para o Aedes do Bem é que, no caso do segundo, é feita a soltura dos mosquitos machos no ambiente, que acasalarão com as fêmeas que já estão ali e que são as responsáveis por picar e transmitir a doença.
    “Os descendentes desse ‘casal’ serão apenas machos e todas as fêmeas morrem. É como se fosse um larvicida fêmea específico, porque as fêmeas morrem na fase larval. O Aedes do Bem faz um controle da população, diminui o número de fêmeas que picam e consequentemente diminui a doença”, disse Natalia.
    Entretanto, as duas tecnologias não podem ser utilizadas ao mesmo tempo, porque se os dois forem soltos ao mesmo tempo, o macho Aedes do Bem vai cruzar com a fêmea com o Wolbachia, não haverá fêmeas, e o Wolbachia não será transferido para os descendentes.

    “A recomendação dos especialistas é a de que se faça primeiro a supressão da população com o Aedes do Bem e logo em seguida a Wolbachia para vacinar esses mosquitos que sobrarem e eles não conseguirem transmitir as doenças”, ressaltou a diretora.

    O protocolo de aplicação consiste em usar o Aedes do Bem durante uma temporada, que no Brasil vai de outubro, quando começa a ficar mais quente e chuvoso, até maio, quando já começa a ficar frio. Dois meses após o final dessa temporada já é indicado que se comece a usar a Wolbachia.

    “A soltura da Wolbachia acontece entre nove e 15 semanas. Esse prazo vai depender do quão eficiente o cruzamento está sendo eficiente para passar a bactéria para os descendentes. Isso pode acontecer mais rápido quando está quente e pode acontecer mais devagar, porque quando não está muito quente o ciclo de vida do mosquito ele se estende”, recomenda Natalia Verza.

    Natalia destacou que as duas tecnologias foram colocadas à disposição do Ministério da Saúde como políticas públicas de prevenção.
    “O Brasil sofreu surtos devastadores de dengue nos últimos anos. A urgência de ação nunca foi tão grande. Com o novo complexo da Oxitec, em Campinas, estamos equipados para responder imediatamente aos planos de expansão da Wolbachia do Ministério da Saúde, garantindo que a tecnologia possa chegar rapidamente a comunidades em todo o país, de forma econômica”, disse.
    Sobre a permissão da Anvisa, o secretário adjunto da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, Fabiano Pimenta, lembrou que novas tecnologias, como a Wolbachia, estão num processo provisório até 2027.

    "Vamos discutir como regular essa questão. Estamos aqui enquanto ministério dizendo que é uma das nossas prioridades, dos municípios e do órgão regulador independente. Temos todo o interesse em encontrar uma solução para que seja disponibilizada", declarou.

  • Jogos de Futvolei pelos Jogos Abertos de Cacoal proporcionam grandes partidas na AABB

    A sede da AABB foi palco de muita energia e técnica neste sábado (4), durante as disputas de futevôlei do 18º Jogos Abertos de Cacoal (JAC). A competição, promovida pela Prefeitura de Cacoal, por meio da Autarquia Municipal de Esportes de Cacoal (AMEC), reuniu duplas masculinas e mistas em jogos acirrados e de alto nível.

    Na categoria masculina, a equipe Doutores do Lar dominou o pódio, conquistando o primeiro e o segundo lugar. O título ficou com Ítalo Evander Silva Cruz e Renê Uillian Gonçalves de Oliveira, enquanto os vice-campeões foram Lucas Marcelino Cavalcante e Henrique Mendonça Sato, também da mesma equipe. Em terceiro lugar ficou a dupla Marlo Lenny dos Santos e Cléber Damião Saraiva, representando o Real Matismo A.

    Entre as equipes mistas, o destaque foi para a Nadir Uniformes/Artball, campeã com Isabel Pereira de Souza e Lucas Vinícius Ferreira de Azevedo. O segundo lugar ficou com Nei Avelino Gonçalves Júnior e Rosângela Kester de Andrade, da equipe Doutores do Lar, e o terceiro com Mateus Biazzi e Eduarda Scandiuzzi Matos, do Fim de Jogo.

    As partidas atraíram um bom público à AABB, com torcedores vibrando a cada lance. Para o presidente da AMEC, Romeu Moreira, o sucesso do torneio reforça o espírito de integração dos Jogos Abertos.

    “O futevôlei tem crescido muito em Cacoal. Além da competição, o que mais valorizamos é o clima de amizade e convivência saudável entre os participantes”, destacou.

    Encerrando mais uma etapa do JAC 2025, o futevôlei mostrou por que se tornou uma das modalidades mais queridas do evento, unindo técnica, diversão e espírito esportivo.

  • Radialista sofre infarto e morre aos 44 anos em peregrinação religiosa entre Cerejeiras e Colorado

    O radialista e apresentador Odorico da Silva, o Bambam, da rádio Massa FM

    COLORADO DO OESTE (RO) – Bem conceituado e muito querido no Sul de Rondônia, o radialista e apresentador Odorico da Silva, o Bambam, da rádio Massa FM desta cidade, sofreu um infarto fulminante e faleceu na madrugada deste domingo, 5. Bambam tinha 44 anos e passou mal durante a romaria de católicos entre as cidade de Cerejeiras e Colorado do Oeste, com distância de 40 quilômetros.

    Bambam participava da tradicional peregrinação de fiéis católicos que percorrem a pé o trecho de 40 quilômetros entre as cidades de Cerejeiras e Colorado.

    Segundo um colega do radialista, Bambam passou mal durante o trajeto e alguns participantes da peregrinação tentaram reanimá-lo com massagens cardíacas, mas não conseguiram evitar a morte.

    Esta romaria religiosa entre as duas cidades acontece desde 2017 e sempre conta com aparato para dar suporte aos participantes, com Polícia, Bombeiros e ambulância com enfermeiros da secretaria municipal de Saúde.

    A primeira caravana realizada há oito anos foi em homenagem aos 300 anos do aparecimento da Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

    Bambam

    Após mais de 20 anos trabalhando na Massa FM, como locutor e depois gerente, Bambam tentava montar sua própria emissora na cidade. Ele também cursava faculdade de Direito em Vilhena.

    O corpo do locutor, que deixa dois filhos pequenos, será velado e sepultado em Colorado do Oeste.

    Autoria: Folha do Sul on Line

    Fonte: Expressão Rondônia

  • Sílvia Cristina destaca a exposição Histórias que Transformam Dor em Esperança, alusiva ao Outubro Rosa

    Evento foi aberto ao público na manhã desta sexta-feira (3), no Centro de Prevenção e Diagnóstico de Câncer, em Ji-Paraná

    A deputada federal Sílvia Cristina participou na manhã desta sexta-feira (3), da solenidade de abertura da Exposição Histórias que Transformam Dor em Esperança, realizada pelo Grupo de Apoio às Pessoas Portadoras de Câncer de Ji-Paraná (GAPC), no Centro de Prevenção e Diagnóstico de Câncer (Hospital de Amor).

    A exposição conta com fotografias e relatos de mulheres, como a Sílvia Cristina, que superaram o desafio de enfrentar o câncer de mama. O evento faz parte da programação do Outubro Rosa, em parceria com a fundação Pio XII.
    “Ter a história de tantas mulheres retratadas de forma direta, acredito que serve de estímulo para que outras mulheres passem a enxergar a prevenção, os exames e o diagnóstico precoce, como essenciais para assegurar a cura do câncer. O recado é: nós conseguimos vencer o câncer, você também consegue! Mas, é preciso se cuidar, se prevenir”, afirmou a parlamentar.

    Neste mês, a deputada está desenvolvendo uma série de ações alusiva ao Outubro Rosa, como forma de chamar a atenção para a necessidade de conscientização acerca da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, que é o que mais mata mulheres no Brasil e no mundo.

    Na solenidade de abertura da exposição, estavam presentes o deputado estadual Nim Barroso, o presidente da Câmara, Marcelo Lemos e os vereadores Josiel Brito, Anderson de Matos, Wilian Cândido e Márcio da PRF. A presidente do GAPC, Givanilda Santos, o presidente do Lions Clube, Edilson Pupim e a coordenadora do Força na Peruca, Gislaine Dias, e o coordenador de captação de recursos do Hospital de Amor, Leandro,

  • Mega-Sena não tem acertador e prêmio vai a R$ 20 milhões

    O próximo concurso ocorrerá na terça-feira (7)

     

    O Concurso 2.923 da Mega-Sena não teve acertador no sorteio realizado neste sábado (4). Com isso, o prêmio acumulou e pagará R$ 20 milhões no próximo concurso.  

    As dezenas sorteadas são 18 – 27 – 32 – 39 – 55 – 56.

    29 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ R$ 63.029,43 cada
    2.749 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.096,01 cada

    O próximo concurso ocorrerá na terça-feira (7). As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

    A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

    (Agência Brasil)

  • A Constituição e a liberdade – Ives Gandra da Silva Martins

    A Constituição e a liberdade

    *Ives Gandra da Silva Martins

    Considero que a liberdade de expressão é, sem dúvida, a pedra angular da democracia. Para mim, ela é fundamental não só para que haja um debate público vibrante, mas também para garantir a pluralidade de ideias em nossa sociedade.

    Apesar de todas as críticas que são feitas ao ativismo judicial e das diversas questões constitucionais em debate, eu defendo que o Brasil permanece uma democracia. E, nesse contexto, vejo a liberdade — em especial a liberdade de expressão e de defesa — como a principal arma para a manutenção do Estado de Direito. É por meio dela que podemos proteger o indivíduo da opressão e do silenciamento.

    Homenagem e a Defesa da Liberdade
    Recentemente, a Reunião do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP foi dedicada à homenagem que intelectuais brasileiros — incluindo juristas, economistas, jornalistas e profissionais de diversas áreas — fizeram aos meus 90 anos, com o lançamento do livro "A Constituição e a Liberdade".

    A obra foi coordenada pelo jurista Professor Doutor Modesto Carvalhosa e pelo economista Professor Doutor Luciano de Castro. O livro reúne 54 artigos de expressivos intelectuais brasileiros, com contribuições de autores como o ex-presidente Michel Temer; o ex-candidato à presidência da República Luiz Felipe D’Avila; o deputado federal Luiz Philippe de Orléans e Bragança, um dos mais ativos da nossa Câmara Federal; Manoel Gonçalves Ferreira Filho, o maior constitucionalista do Brasil; os economistas Marcos Cintra e Paulo Rabello de Castro e os jornalistas J. R. Guzzo (in memoriam), Paula Leal e Ana Paula Henkel.

    O lançamento contou com a presença e palestras de diversos autores, como Modesto Carvalhosa, Paulo Rabello de Castro, Manoel Gonçalves Ferreira Filho, Tiago Pavinatto, Luciano de Castro, Angela Vidal Gandra da Silva Martins, Luiz Philippe de Orléans e Bragança, Almir Pazzianoto e André Marsiglia, que, entre outros presentes, fizeram manifestações notáveis.

    Em suas palestras, todos demonstraram que a liberdade de expressão é o alicerce fundamental da democracia. Comprovaram que não há democracia em um país onde existe o receio de falar. O cenário onde a palavra pode levar à prisão e a crítica às autoridades gera risco de detenção é característico de todas as ditaduras, o que impede a existência de uma democracia genuína.

    Os oradores, cada um no seu estilo e campo de conhecimento específico, defenderam com firmeza a ideia de que só a ampla liberdade de expressão é prova de uma verdadeira democracia, na qual o cidadão não precisa ter medo de falar.

    Reafirmaram que, se houver abuso, a punição deve ser posterior ao ato. Em consonância com o antigo artigo 19 do Marco Civil da Internet — e não com a versão modificada pelo Supremo Tribunal Federal — e com a própria Constituição, a responsabilização pelo abuso de manifestação deve ocorrer por meio de ações judiciais e indenização por danos morais posteriormente, mas jamais em controle antecipado. Afinal, sem liberdade de expressão, a própria democracia se fragiliza.

    Lembraram, ainda, que os Poderes Executivo e Legislativo são representativos do povo, enquanto o Poder Judiciário, que representa a lei, não tem essa mesma representatividade popular. Por essa razão, o Judiciário deve obedecer às determinações do povo, manifestadas por meio de seus representantes.

    A principal mensagem foi a de que não devemos criticar pessoas, mas sim ideias, sempre respeitando as opiniões divergentes. Eles defenderam a ideia de que, mesmo não concordando com as decisões de uma autoridade, a crítica deve ser direcionada à ação ou ao posicionamento, e não a ataques pessoais. Trata-se, pois, daquilo que eu sempre fiz na vida: respeitar opiniões diferentes, não atacar pessoas, mas defender ideias. Essa é a verdadeira democracia.

    Nesta esteira, todos os oradores defenderam o direito à palavra e à livre expressão do pensamento, com a ressalva de que a divergência deve ser dirigida às ideias e não às autoridades, demonstrando a elas respeito.

    A anistia, por exemplo, deve ser para a paz, e não um instrumento para o ódio ou para a manutenção de radicalizações.

    O Poder Judiciário deve ser um agente de pacificação, e não o mantenedor de um clima de insegurança. Afinal, seus integrantes são grandes juristas, mas não são políticos.

    Durante a reunião no Conselho, o Poder Judiciário foi respeitado, mas criticado por seu protagonismo excessivo e pela invasão da competência de outros Poderes. Foi defendida a ideia de que a luta de todos os brasileiros deve ser pelo respeito à Constituição, pela liberdade de expressão e pela verdadeira democracia, com pleno direito de defesa. Esse é o caminho para um país realmente democrático.

    Essa postura é a mesma que eu vi durante os 20 meses de debates constituintes. Ao sairmos de um regime de exceção, os Constituintes de 1988 almejavam um regime de plena democracia, com absoluta harmonia e independência entre os três Poderes.

    Senti-me profundamente honrado por, aos 90 anos, ver um grupo tão importante de pensadores e intelectuais manifestar publicamente as ideias que defendemos na reunião. Era isso que eu gostaria de trazer aos meus leitores sobre o lançamento da obra "A Constituição e a Liberdade", pela Quartier Latin.

    *Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da

  • “Cada centavo que colocamos aqui é do povo de Belém”, diz Lula durante visita às obras da COP30

    “Cada centavo que colocamos aqui é do povo de Belém”, diz Lula durante visita às obras da COP30

    Presidente visitou o Canal da União, Porto Futuro II e Parque da Cidade. Projetos deixarão legado de melhoria na infraestrutura urbana, saneamento e qualidade de vida para a população paraense

     

    Presidente Lula durante visita ao Porto Futuro II, complexo cultural e de lazer que vai requalificar o antigo porto industrial de Belém – Foto: Ricardo Stuckert/PR

     

    “Cada centavo que nós colocamos aqui é do povo de Belém e ninguém tira mais”, declarou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a visita às obras integradas para a realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA), nesta sexta-feira, 3 de outubro.

    Lula vistoriou o Parque da Cidade, que sediará os eventos da Conferência, e reforçou que as intervenções vão beneficiar a população muito além dos 20 dias do evento. “Não tem obra só para a COP. A COP é um evento que vai durar 20 dias no máximo. Depois, essas obras todas vão ficar para o povo do estado do Pará, para o povo da cidade de Belém. Quando a COP sair, cada centavo que nós colocamos aqui é do povo de Belém, aí ninguém tira mais”, ressaltou.

    Durante as visitas, o presidente também destacou os impactos na mobilidade e no turismo da cidade. “Quando esses canais estiverem bem tratados, estiverem bonitos, as ruas estiverem bem tratadas, bonitas, também vai vir turista. Se a gente melhorar a qualidade de vida do povo de Belém, significa aumentar a possibilidade de vir mais turistas para o estado do Pará e para a cidade de Belém”, disse Lula.

    SEDE DA COP30 — Considerada a maior intervenção urbana de Belém nos últimos 100 anos, o Parque da Cidade ocupa 500 mil m² de uma área que já foi um aeroporto, no bairro da Sacramenta. O espaço será o principal palco da COP30, abrigando as Zonas Azul e Verde da conferência.

    A Zona Azul é o palco onde ocorrem as negociações oficiais, da Cúpula de Líderes e dos pavilhões nacionais. O acesso é restrito às delegações oficiais, chefes de Estado, observadores e imprensa credenciada.

    Já a Zona Verde traz visibilidade para soluções e parceiros que fortalecem o compromisso com uma abordagem ambiental, social e de governança (ESG) de diálogo internacional. Com acesso livre ao público, o espaço promove o engajamento democrático, a pluralidade de vozes e a transparência no debate climático.

    ESTRUTURA — O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, destacou a infraestrutura do Parque da Cidade. “Quanto mais gente vier para Belém, mais gente vai descobrir a maravilha que é essa cidade e a maneira que o mundo vai ser abraçado pelas pessoas. A infraestrutura é fantástica. Já é reconhecida como a mais bem bolada de todas as COPs. O corredor central é absolutamente brilhante, facílimo de circular”.

    O ministro da Casa Civil, Rui Costa, enfatizou que o evento será marcante para os visitantes. “O mundo sairá daqui encantado ao conhecer a Amazônia e se surpreenderá. Eles se encantarão, não só com a infraestrutura, mas com o calor humano, com a culinária e com o acolhimento do povo brasileiro e do estado do Pará”, disse o ministro.

     

     

    PROJETO PAISAGÍSTICO — Além de um projeto paisagístico com mais de 2.500 árvores, 190 mil plantas ornamentais e 83 mil metros quadrados de áreas gramadas, o Parque incorpora tecnologias de mitigação climática, como o uso de energia solar fotovoltaica e sistemas de captação e reaproveitamento de água da chuva.

    ESPAÇO DE LAZER — O Parque foi entregue para a população e aberto em julho de 2025, recebendo mais de 670 mil visitantes antes de ser fechado temporariamente para a montagem das estruturas da COP30. O local reúne Centro de Economia Criativa, Centro Gastronômico, cinema, teatro, biblioteca, torre de contemplação, quadras poliesportivas, ciclovia e um parque aquático infantil.

    CANAL DA UNIÃO — Pela manhã, o presidente Lula visitou as obras de macrodrenagem e urbanização do Canal da União, parte do conjunto de obras já entregues dos canais Vileta, Leal Martins e Timbó. O objetivo é mitigar os problemas de alagamento na capital paraense, contribuindo para a preparação da cidade para eventos como a COP30.

    O Canal é parte integrante do projeto de macrodrenagem da Bacia do Tucunduba, que é considerado um marco para a melhoria da qualidade de vida nos bairros do Guamá, Terra Firme, Canudos e Marco. As intervenções incluem 350 metros de retificação de canal, redes de água e esgoto, drenagem pluvial, três passarelas, uma ponte e urbanização de vias e calçadas com piso tátil.

    O conjunto integra o maior projeto de urbanização de favelas e periferias financiado pelo BNDES, que soma R$ 847 milhões. Ao todo, 12 canais estão em obras, beneficiando mais de 500 mil pessoas, cerca de 35% da população da capital.

    GRATIDÃO — A moradora Zilda Costa, do Bairro Marco, comemorou as melhorias: “Tá ótimo, gostei da obra. Vai melhorar muito pra nós, porque ela [água] tava vindo muito suja. Agora vai ter o tratamento, né? Só muita gratidão. A gente agradece muito”.

    LEGADO PARA O ESTADO — As obras fazem parte do legado de infraestrutura urbana que será deixado à cidade para além da COP30, com financiamento total de R$ 1,5 bilhão do BNDES ao governo do estado. O maior projeto, com crédito de R$ 740 milhões do Banco, é o de macrodrenagem das bacias do Tucunduba e Murucutu, que combate o problema histórico de inundações em bairros como Guamá, Marco e Terra Firme, beneficiando 300 mil moradores. As intervenções incluem a retificação de quase 10 km de canais, além da construção de vias, ciclovias, pontes e redes de saneamento.

    O BNDES também financia outras obras estratégicas. No bairro do Mangueirão, o investimento de R$ 107 milhões resolve problemas de alagamento e melhora o tráfego. Na Avenida Tamandaré, estão sendo aplicados R$ 162,8 milhões na criação de um parque linear e outros R$ 23,7 milhões em um novo terminal fluvial. Já a Rua da Marinha está sendo modernizada com R$ 248,5 milhões, ganhando faixas exclusivas para ônibus e ciclovia.

    MODERNIZAÇÃO — Além disso, o Banco apoia a modernização de equipamentos estratégicos. O Hangar Centro de Convenções está sendo completamente revitalizado, com 97% das obras concluídas. O novo Terminal Hidroviário Internacional, com aporte de R$ 53,7 milhões, terá capacidade para grandes embarcações, e o histórico Complexo Mercedários está sendo restaurado com um investimento de R$ 36,9 milhões.

    PORTO FUTURO II — Lula também conferiu o avanço das obras do Porto Futuro II, que requalifica o antigo porto industrial da capital paraense. O local agora é um complexo cultural e de lazer em fase de conclusão. Lá, o presidente participou da entrega do Museu das Amazônias, espaço dedicado a valorizar a ciência e a tecnologia da região.

    O espaço abriga as exposições “Amazônia”, do fotógrafo Sebastião Salgado. “As fotos não são um retrato da realidade, são uma interpretação que o Sebastião faz. Elas vão permitir que o espectador se depare com a incrível biodiversidade amazônica. O espectador vai poder encontrar os povos que protegem essa biodiversidade”, explicou Juliano Salgado, filho do artista falecido em maio deste ano.

    O presidente Lula inaugurou o Museu das Amazônias, um espaço dedicado a valorizar a ciência e a tecnologia da região. Foto: Ricardo Stuckert/PR

     

    DIVERSIDADE — O local também contempla a exposição “Ajurí”, concebida exclusivamente para o Museu. A co-curadora Joice Ferreira ressaltou a diversidade representada no Museu das Amazônias. “Esse nome reconhece a pluralidade que tem nas Amazônias. Nós temos um território com características comuns, mas também com uma diversidade muito grande. O museu faz uma grande referência à Amazônia, à diversidade biocultural da região, mas também às crises que ela enfrenta”, disse.

    Com parceria técnica e apoio financeiro não reembolsável de R$ 10 milhões do BNDES, o Museu foi projetado para ser uma referência em práticas museológicas inovadoras, inclusivas e conectadas aos territórios.O local conta com dois grandes espaços expositivos, de 950 m² e 500 m², além de uma loja, uma sala multiuso e uma sala educativa de 77 m². A sala multiuso dispõe de estrutura modular, recursos multimídia e capacidade para 130 pessoas sentadas.

    GASTRONOMIA — Ainda no Porto Futuro II, o presidente Lula conferiu as obras do Porto Gastronômico, que promoverá imersão gastronômica que valoriza a força e a criatividade da culinária paraense e amazônica. A proposta é oferecer uma experiência diversa, que destaca produtores e sabores da região, e fomenta a economia criativa com o trabalho de empreendedores paraenses. O projeto reúne 15 empreendimentos locais.

    BIOECONOMIA — Já o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia é o primeiro espaço do Brasil dedicado a startups, industrialização de produtos florestais e cadeias produtivas sustentáveis. O novo parque será um centro de negócios, pesquisa e inovação voltado à industrialização de produtos da floresta e ao fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis.

    A estrutura abrange: laboratório-fábrica (alimentos, cosméticos, fármacos, derivados florestais); coworkings e laboratórios de desenvolvimento de produtos; showroom de Inovação (balcão único para negócios) e Centro de Gastronomia Social.

    Confira mais fotos no link.

     

    Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

  • Fábrica de mosquitos oferece tecnologias para redução da dengue

    Fábrica de mosquitos oferece tecnologias para redução da dengue

    Complexo foi inaugurado quinta-feira em Campinas, São Paulo

    Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil

    São Paulo

    © Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Um complexo recém-inaugurado de fabricação de mosquitos, em Campinas, interior de São Paulo, está disponibilizando duas tecnologias complementares comprovadamente eficazes na redução da transmissão da dengue e na supressão das populações do Aedes aegypti. A nova instalação terá capacidade para fornecer até 190 milhões de ovos de mosquitos com Wolbachia por semana, o suficiente para proteger até 100 milhões de pessoas anualmente. A instalação também está fabricando os produtos da linha Aedes do Bem, capaz de reduzir em 95% as populações de mosquitos Aedes aegypti em comunidades urbanas.

    A fábrica da Oxitec Brasil, inaugurada na quinta-feira (2), entra em operação como uma resposta direta ao apelo da Organização Mundial da Saúde (OMS) para acelerar o acesso a tecnologias inovadoras de controle de vetores, e marca um momento crucial na luta contra a dengue não apenas no Brasil, mas em todo o mundo.

    Com os casos de dengue atingindo níveis recordes na América Latina e na Ásia-Pacífico, a instalação foi construída para atender à crescente demanda de governos e comunidades que buscam proteção rápida, escalável e econômica.

    Aguardando a aprovação da Anvisa, a instalação está pronta para começar a fornecer mosquitos portadores de Wolbachia ao governo, bem a tempo para o início da temporada de mosquitos no Brasil, e sem a necessidade de financiamento governamental para construção ou gestão.

    Ambas as tecnologias de controle biológico funcionam com a liberação de mosquitos em áreas urbanas.

    O método Wolbachia foi projetado para grandes campanhas de saúde pública em áreas extensas, por meio de programas liderados por governos, enquanto o Aedes do Bem foi projetado para intervenções direcionadas de supressão de mosquitos, que podem ser implementadas por qualquer pessoa, em pontos críticos e onde a redução de mosquitos que picam é uma prioridade.

    A tecnologia Wolbachia comprovou reduzir a transmissão da dengue em mais de 75% em projetos-pilotos urbanos em grandes áreas. Ela foi formalmente reconhecida pela Organização Mundial da Saúde e adotada pelo Ministério da Saúde do Brasil como parte de seu Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD).

    “A Wolbachia é uma bactéria que está presente naturalmente em mais de 60% dos insetos, mas não no Aedes aegypti. Pesquisadores australianos tiveram a ideia de transferir essa bactéria para o Aedes aegypti para ver se ela conseguiria reduzir sua carga viral. A bactéria se reproduz onde o vírus se reproduziria, impedindo o vírus de replicar. Funciona mais ou menos como uma vacina. Quando uma fêmea com a Wolbachia acasala com um macho do ambiente, toda a descendência desse cruzamento vai ter a bactéria Wolbachia e não vai conseguir transmitir dengue, zika, chikungunya”, explicou a diretora-executiva da Oxitec Brasil, Natalia Verza Ferreira.

    A diferença da Wolbachia para o Aedes do Bem é que, no caso do segundo, é feita a soltura dos mosquitos machos no ambiente, que acasalarão com as fêmeas que já estão ali e que são as responsáveis por picar e transmitir a doença.

    “Os descendentes desse ‘casal’ serão apenas machos e todas as fêmeas morrem. É como se fosse um larvicida fêmea específico, porque as fêmeas morrem na fase larval. O Aedes do Bem faz um controle da população, diminui o número de fêmeas que picam e consequentemente diminui a doença”, disse Natalia.

    Entretanto, as duas tecnologias não podem ser utilizadas ao mesmo tempo, porque se os dois forem soltos ao mesmo tempo, o macho Aedes do Bem vai cruzar com a fêmea com o Wolbachia, não haverá fêmeas, e o Wolbachia não será transferido para os descendentes.

    “A recomendação dos especialistas é a de que se faça primeiro a supressão da população com o Aedes do Bem e logo em seguida a Wolbachia para vacinar esses mosquitos que sobrarem e eles não conseguirem transmitir as doenças”, ressaltou a diretora.

    O protocolo de aplicação consiste em usar o Aedes do Bem durante uma temporada, que no Brasil vai de outubro, quando começa a ficar mais quente e chuvoso, até maio, quando já começa a ficar frio. Dois meses após o final dessa temporada já é indicado que se comece a usar a Wolbachia.

    “A soltura da Wolbachia acontece entre nove e 15 semanas. Esse prazo vai depender do quão eficiente o cruzamento está sendo eficiente para passar a bactéria para os descendentes. Isso pode acontecer mais rápido quando está quente e pode acontecer mais devagar, porque quando não está muito quente o ciclo de vida do mosquito ele se estende”, recomenda Natalia Verza.

    Natalia destacou que as duas tecnologias foram colocadas à disposição do Ministério da Saúde como políticas públicas de prevenção.

    “O Brasil sofreu surtos devastadores de dengue nos últimos anos. A urgência de ação nunca foi tão grande. Com o novo complexo da Oxitec, em Campinas, estamos equipados para responder imediatamente aos planos de expansão da Wolbachia do Ministério da Saúde, garantindo que a tecnologia possa chegar rapidamente a comunidades em todo o país, de forma econômica”, disse.

    Sobre a permissão da Anvisa, o secretário adjunto da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, Fabiano Pimenta, lembrou que novas tecnologias, como a Wolbachia, estão num processo provisório até 2027.

    "Vamos discutir como regular essa questão. Estamos aqui enquanto ministério dizendo que é uma das nossas prioridades, dos municípios e do órgão regulador independente. Temos todo o interesse em encontrar uma solução para que seja disponibilizada", declarou.

    Edição:
    Fernando Fraga

  • CNU 2025: mais de 760 mil candidatos fazem as provas objetivas hoje

    CNU 2025: mais de 760 mil candidatos fazem as provas objetivas hoje

    Concurso oferece 3.652 vagas distribuídas em 32 órgãos federais

    Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

    Brasília

    © Paulo Pinto/Agência Brasil

    As provas objetivas da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU 2025) serão aplicadas no turno vespertino, neste domingo (5), de forma simultânea, em todos os estados brasileiros, mais o Distrito Federal.

    Os 761.545 inscritos confirmados são moradores de 4.951 cidades. Eles farão as provas em 1.284 locais, como escolas e faculdades, em 228 municípios escolhidos pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). As cidades estão em um raio de até 100 quilômetros (km) da residência dos candidatos, para reduzir custos e promover a acessibilidade.
    Cartão de confirmação
    Para saber onde fará a prova da primeira fase do CNU 2025 neste domingo, o candidato deve acessar o cartão de confirmação de inscrição, onde está a informação do endereço completo do local de aplicação local de prova e até o número da sala.

    O documento está disponível no site da banca examinadora do certame da Fundação Getúlio Vargas, ou na Página de Acompanhamento, com login e senha pelo portal único de serviços digital do governo federal, o Gov.br.

    O cartão traz ainda o horário de apresentação, número de inscrição e informações adicionais, como a necessidade de atendimento especializado ou uso de nome social, quando solicitado.

    Levar o cartão impresso é opcional, mas é recomendado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
    Provas objetivas
    As provas objetivas serão dos nove blocos temáticos de nível superior e médio, que agrupam cargos de áreas afins.

    Neste domingo, a primeira fase será composta por 90 perguntas de múltipla escolha, para o nível superior, e por 68, para o nível intermediário.

    Somente os candidatos habilitados nesta primeira etapa serão convocados para fazer a prova discursiva em 7 de dezembro.
    Horários
    O Ministério da Gestão orienta o candidato a chegar ao local das provas com, pelo menos, duas horas de antecedência para o início de cada turno de provas, munidos de documento oficial com foto e caneta preta fabricada em material transparente.

    Neste domingo, os portões irão abrir e fechar, respectivamente, às 11h30 e 12h30, no horário de Brasília.

    Em nenhuma hipótese os candidatos poderão acessar os locais de prova após o fechamento dos portões.

    O início da aplicação está marcado para 30 minutos depois, pontualmente às 13 horas, tanto para quem concorre a cargos de nível superior, quanto para os de nível intermediário (médio e técnico).

    Os participantes que prestarão as provas em locais com fuso horário diferente do de Brasília, deverão seguir o horário oficial, da capital federal.
    Duração
    Para todos os cargos de nível superior, as provas objetivas terão a duração de cinco horas. Neste 5 de outubro de 2025, serão aplicadas das 13h às 18h, no horário de Brasília.

    E os candidatos de todos os cargos de nível intermediário, farão as provas objetivas das 13h às 16h30, ou seja, com duração de 3 horas e 30 minutos.

    Mas, para o candidato que teve aprovada a solicitação de tempo adicional será de mais 60 minutos.

    O candidato somente poderá levar o caderno de prova, caso a sua saída ocorra durante a última hora do horário determinado para o término das provas.

    As três últimas pessoas candidatas a terminarem as provas deverão permanecer juntas na sala de aplicação, sendo liberadas somente após as três terem entregado os materiais de prova e terem seus nomes registrados na ata de sala.
    Segurança e logística
    Neste domingo, cerca de 85 mil colaboradores estarão envolvidos na logística e segurança da aplicação do chamado Enem dos Concursos.

    O certame também conta com a segurança reforçada em uma rede de aplicação integrada por diversos órgãos públicos.

    Do total de colaboradores, 11 mil são agentes da área de segurança da rede formada pela Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

    A Força Nacional também está apoiando a realização do concurso, atuando nos estados do Mato Grosso, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Acre.

    Toda a dinâmica e ocorrências da primeira fase do CNU 2025 será monitorada no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, localizado em Brasília.
    Perfil dos concorrentes
    Entre os 761 mil participantes do CNU 2025, as mulheres representam 60% dos inscritos. Um aumento de 3,8%, em relação à edição anterior, quando correspondiam a 56,2% do total de candidatos.

    Para esta edição, o governo federal anunciou a implementação de medidas específicas para incentivar a participação feminina no certame. Na prática, no mínimo, 50% das vagas da segunda etapa, de provas discursivas, sejam preenchidas por mulheres, desde que haja candidatas aprovadas nessa fase, com as notas mínimas necessárias nas provas objetivas.

    As candidaturas de pessoas autodeclaradas negras somam 210.882 – o equivalente a 27,7% dos mais de 760 mil inscritos, em 4.951 municípios. Na primeira edição do CNU, o número de pessoas negras inscritas foi 20%.

    Entre as pessoas com deficiência – que têm reserva de vagas garantida pela lei 8.112/90 – foram registradas 30.053 inscrições, 3,9% do total de inscritos.

    As regiões Sudeste (247.838) e Nordeste (229.436) concentram o maior número de inscrições, seguidas pelas regiões Centro-Oeste (150.870), Norte (84.651) e Sul (48.733).

    Entre os blocos temáticos, o nono, com cargos de nível intermediário de escolaridade, registrou o maior número de inscrições: são 177.598 homologadas.
    CNU 2025
    A FGV executa a segunda edição do CPNU, sob coordenação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e do MGI. 

    Do total de vagas ofertadas, há 3.144 para o nível superior e 508 para o nível intermediário. Serão 2.480 vagas imediatas e 1.172 vagas para provimento no curto prazo após a homologação dos resultados​.

    Edição:
    Sabrina Craide