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  • Ana Sátila é bronze no Mundial de Canoagem Slalom

    Ana Sátila é bronze no Mundial de Canoagem Slalom

    Conquista foi alcançada na prova do C1 (canoa individual)

    Agência Brasil

    Rio de Janeiro

    © Miriam Jeske/COB/Direitos Reservados

    A brasileira Ana Sátila conquistou a medalha de bronze na prova do C1 (canoa individual) na edição 2025 do Campeonato Mundial de Canoagem Slalom, nesta quinta-feira (2) em Sydney (Austrália).

    Na decisão da prova de canoa individual, Ana Sátila completou a descida em 110s98, mas teve dois segundos acrescidos por causa de penalidades, finalizando com 112s98. A brasileira ficou atrás apenas da polonesa Klaudia Zwolinska, campeã com 108s49, e da atleta independente Alsu Minazova, que levou a prata com 112s88.

    “Estou muito feliz com essa medalha de bronze na canoa. Subir ao pódio em um Mundial é muito especial. Recebi muito apoio do Comitê Olímpico, da Confederação Brasileira de Canoagem, dos meus patrocinadores e da minha família. Muitas pessoas contribuíram para que esse resultado fosse possível. Continuem torcendo, porque amanhã tem o caiaque. Um beijo”, afirmou Ana Sátila.

    Edição:
    Fábio Lisboa

  • Brasileiros seguem incomunicáveis após serem detidos por Israel

    Brasileiros seguem incomunicáveis após serem detidos por Israel

    Eles integram a flotilha Global Sumud, que estava a caminho de Gaza

    Eliane Gonçalves – Repórter da Radioagência Nacional

    São Paulo

    © Reuters/Mohammed Mdalla/Proibida reprodução

    Vinte e quatro horas depois de terem sido capturados por Israel, integrantes da Global Sumud Flotilha seguem incomunicáveis e sem direito a suporte diplomático. Diplomatas brasileiros tentaram por duas vezes ter acesso aos 12 integrantes da delegação brasileira que participavam da flotilha e estão detidos no porto Ashdod, em Israel. 

    O acesso foi negado até mesmo depois do Corpo Diplomático alegar que os ativistas já estavam sendo interrogados.

    "Nós tivemos a informação de advogados de que estavam em curso interrogatórios.  Informei isso ao Itamaraty. Eles entraram em contato para tentar novamente, mas receberam a negativa de encontro com os brasileiros", disse Lara Souza, coordenadora da delegação brasileira na flotilha e esposa do ativista Thiago Ávila, que também está incomunicável. "Não foi permitido a ele contato com a embaixada brasileira. Nem a ele, nem a nenhum dos demais brasileiros", afirmou.

    Ao todo, cerca de 500 pessoas que integravam a flotilha foram capturadas em águas internacionais pelas forças israelenses.

    "A advogada responsável inicialmente não foi autorizada. Depois, os advogados avisaram que ela teria conseguido entrar. Mas ela ainda não conseguiu dar retorno", explicaram.

    O motivo apresentado por Israel para proibir o acesso foi o feriado de Yom Kippur, o que impediria os procedimentos regulares. Segundo a embaixada brasileira em Israel, será possível entrar em contato com os brasileiros a partir desta sexta-feira (3).
    Desaparecidos
    Além dos 12 brasileiros que já foram confirmados que estão em poder de Israel, dois outros que também integravam a flotilha seguem incomunicáveis e sem a confirmação – por parte de Israel – de que foram detidos.

    São eles João Aguiar, que estava a bordo do barco Mikeno, e Miguel de Castro, a bordo do Catalina.

    Edição:
    Kleber Sampaio

  • Governo de Rondônia apresenta Manual do Diretor Escolar para fortalecer a gestão nas unidades de ensino

    O documento está disponibilizado no portal da Seduc e tem como finalidade subsidiar o trabalho dos gestores da rede estadual

     

    O Manual do Diretor Escolar foi apresentado às 18 Superintendências Regionais de Educação do Estado, em uma ação do governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (Seduc) e coordenadoria de gestão escolar no 30 de setembro. O documento tem como finalidade subsidiar o trabalho dos gestores da rede estadual, oferecendo orientações sobre liderança, planejamento, acompanhamento pedagógico e práticas alinhadas à gestão democrática e participativa, e está disponibilizado na aba Guias & Manuais do portal da Seduc.

    A publicação reúne diretrizes que visam aprimorar a atuação dos diretores nas dimensões administrativa, pedagógica e financeira, promovendo a excelência em gestão educacional. O manual orienta ainda sobre formação continuada, plano de ação e avaliação de desempenho, reforçando a importância da participação da comunidade escolar e do protagonismo estudantil para a melhoria da aprendizagem.

    Para o governador Marcos Rocha, o lançamento do manual reforça o compromisso do Estado com a valorização da gestão escolar. “Queremos garantir que cada diretor tenha condições de liderar com eficiência e foco na aprendizagem. Acreditamos que o fortalecimento da educação é o caminho para o desenvolvimento de Rondônia”, destacou.

    A secretária de Estado da Educação, Albaniza Oliveira, ressaltou que o material é fruto de um trabalho coletivo e tem caráter orientador. “O manual é um instrumento que apoia os gestores no cotidiano das escolas, oferecendo subsídios para que exerçam sua função de líderes pedagógicos e administrativos, sempre em consonância com os princípios da gestão democrática e da participação da comunidade escolar.”

    O documento foi elaborado pela equipe técnica da Seduc e segue as diretrizes do Guia Orientador Pedagógico Avança Rondônia, que tem como premissa a excelência em gestão e tecnologia educacional. O manual também apresenta a matriz de competências do diretor escolar, conforme a Base Nacional Comum de Competências do Conselho Nacional de Educação (CNE), fortalecendo as políticas de formação e apoio às lideranças educacionais em Rondônia.

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    Fonte
    Texto: Ananda Carvalho
    Fotos: Ananda Carvalho
    Secom – Governo de Rondônia

  • Moradores conquistam regularização de seus lares em Porto Velho

    A família da Fabiana e Fábio faz parte dos beneficiados pela etapa inovadora de regularização fundiária promovida pelo governo de Rondônia, com o Programa Regulariza Rondônia

     

    A trajetória do casal Fabiana e Fábio Barbosa que se tornaram proprietários legais de sua casa no Núcleo 10 de Junho,  localizado no bairro Três Marias, em Porto Velho, com apoio do governo do Estado, reforça a fama de Rondônia como “terra das oportunidades”. Eles se mudaram de São Paulo em busca de um futuro melhor; segundo eles, lá era difícil encontrar emprego. Hoje, celebram a conquista de uma casa bonita, confortável e legalmente escriturada, transformando um recomeço difícil em um símbolo de vitória e gratidão.

    Quando chegaram em Rondônia, eles e as duas filhas, Carol, de dois anos, e Talita, com um ano, foram morar no interior, no município de Nova Mamoré. Lá, logo conquistaram empregos e uma casa própria. Porém, ainda muito jovens, o casal tomou uma decisão arriscada: venderam a casa e compraram um carro. O plano era vender o carro e comprar uma casa na capital. Mas o motor do veículo fundiu e eles acabaram ficando sem carro e sem casa. Passaram a morar de aluguel em Porto Velho.

    Até que conseguiram trocar um freezer, um ar-condicionado e um computador por um terreno, porém sem escritura. Era apenas um barraco. A casa foi sendo construída aos poucos. No começo, só existiam os dois quartos; em um, a família toda dormia e o outro era usado como cozinha, mas, unidos, batalhando e abraçando as oportunidades, a família foi conseguindo construir uma casa melhor e acolhedora. No terreno há três casas, onde moram os pais, filhas, genros e netos. A família esperava há 17 anos pela realização desse sonho.

    Família celebra a conquista de uma casa bonita, confortável e legalmente escriturada

    Fabiana Barbosa | enfermeira | 46 anos:

    “O que o governo de Rondônia fez por nós nunca será esquecido. O título trouxe paz. A entrega do título foi o fim da preocupação de a qualquer momento receber uma ordem de despejo para a nossa família. A gente tinha esse desejo de ter o título, mas não tinha condição financeira. Foi inacreditável quando a unidade móvel da Sepat chegou aqui para fazer o cadastro e, a alegria maior, quando todos nós nos abraçamos e, recebemos o convite para obter o título. E, na entrega, quando o governador disse que Rondônia é o lugar das oportunidades, eu me identifiquei, pois cheguei aqui sem nada. Hoje, posso dizer que tenho uma casa, talvez esse sonho não tivesse se cumprido no estado onde morava. Fiquei muito contente pelo governo ter trabalhado com afinco para a minha e outras famílias receberem os títulos. ’’

    Fábio Barbosa | vendedor | 47 anos:

    ‘‘Estou muito feliz com esse sonho realizado, porque é o desejo de todo pai de família ter uma casa própria e, por anos, aqui enfrentamos o medo de amanhecer sem uma moradia. O título para nós é uma realização muito importante, é uma vitória. Somos gratos, primeiramente a Deus e, depois ao trabalho que o governo de Rondônia vem realizando. É uma felicidade imensa. Eu comprovei com a minha vinda para cá que Rondônia é realmente a terra das oportunidades. Quem está em outros estados com dificuldade de adquirir moradia, empregos ou instalar um negócio, aqui tem tudo. A nossa terra é fértil, o povo acolhedor e o governo atuante. É um estado novo, mas em grande evolução, tem um grande futuro’’.

    O título trouxe paz para a família da enfermeira Fabiana

    REGULARIZA RONDÔNIA

    A família faz parte dos beneficiados pela etapa inovadora de regularização fundiária promovida pelo governo de Rondônia, com o Programa Regulariza Rondônia, coordenado pela Secretaria de Estado de Patrimônio e Regularização Fundiária (Sepat) e lançado em setembro deste ano. A ação começou pelo Núcleo 10 de Junho, localizado bairro Três Marias e Costa e Silva, em Porto Velho e deve se estender pelos 52 municípios.

    Esse é um dos programas do governo de Rondônia que se destaca por realizar sonhos e ter um grande impacto social e histórico. O governador Marcos Rocha explica que a casa é o bem mais especial de uma família e ter o título dela garantindo que pertence ao proprietário, traz paz, bem-estar social e desenvolvimento, mas foi preciso vencer muitos obstáculos para garantir as escrituras aguardadas por décadas. Na primeira etapa, 70 famílias do Núcleo 10 de Junho do bairro Três Marias e 116 famílias do bairro Costa e Silva receberam os títulos.

    O governador Marcos Rocha destaca, ainda, o trabalho que está sendo realizado pela gestão. “Foram identificadas famílias que aguardavam por 40 anos pelo título, pessoas que faleceram e não conseguiram ter o tão sonhado título da casa, reconhecendo-as como proprietárias legais dos imóveis. Então, para superar esse problema histórico no estado, o governo  embarcou em uma jornada cheia de desafios, venceu obstáculos e está entregando os títulos às diversas famílias por meio do Programa Regulariza Rondônia, fazendo justiça e proporcionando mais dignidade”.

    Entrega de títulos para moradores do bairro Três Marias

    JORNADA DO REGULARIZA RONDÔNIA

    Para realizar o Regulariza Rondônia, o governo investe em várias etapas, culminando na entrega de títulos:

    Topografia – Identificação e delimitação da área a ser regularizada.
    Georreferenciamento – Uso de tecnologia de alta precisão para coletar dados da superfície do terreno.
    Cadastro socioeconômico;
    Análise dos casos conforme legislação;
    Elaboração de projeto de regularização para apreciação dos órgãos;
    Registro da propriedade.

    Essa jornada teria um custo expressivo para os moradores, mas, com o apoio do governo de Rondônia, os títulos são entregues gratuitamente aos moradores.

    SERVIÇO

    O secretário da Sepat, David Inácio, explica que agora o trabalho avança para contemplar moradores desses bairros: no Núcleo 10 de Junho,  localizado no bairro Três Marias e Costa e Silva, que ainda não formalizaram seus processos ou que precisam atualizar a documentação existente. ‘‘Estamos aplicando esforço máximo para ajudar os moradores a regularizarem suas casas com visitas porta a porta, reuniões comunitárias e mutirões de orientação, além dos atendimentos disponíveis no posto da Secretaria, no Tudo Aqui da Zona Leste, das 8h às 14h’’.

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    Fonte
    Texto: Vanessa Moura
    Fotos: Arthur Amaral
    Secom – Governo de Rondônia

  • Avanços do cronograma da Ponte Binacional foram tratados no DNIT, em Brasília, afirma Dra. Taíssa

    Avanços do cronograma da Ponte Binacional foram tratados no DNIT, em Brasília, afirma Dra. Taíssa

    Obra histórica vai gerar empregos, desenvolvimento e fortalecer a integração entre Brasil e Bolívia.

    Deputada estadual Dra. Taíssa Sousa (Podemos) (Foto: Assessoria Parlamentar)

    A deputada estadual Dra. Taíssa Sousa (Podemos) esteve no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), em Brasília, onde se reuniu com o superintendente Fabrício para tratar do cronograma da tão aguardada Ponte Binacional, que ligará Guajará- Mirim (Brasil) à Bolívia.

    O contrato da obra já foi assinado e a etapa de sondagem realizada. Agora, o processo avança para as fases de elaboração do projeto executivo, licenciamento ambiental e mobilização. A expectativa é de que, em breve, as primeiras estruturas da ponte comecem a ser erguidas, trazendo desenvolvimento e novas oportunidades para a região de fronteira.

    Durante a reunião, a deputada destacou o impacto social e econômico da obra. “Nós sabemos a importância da nossa Ponte Binacional. O povo está na expectativa de ver a chegada da empresa e a geração de empregos. Essa é uma conquista que vai mudar a realidade da nossa região”, ressaltou Dra. Taíssa.

    O superintendente Fabrício reforçou o compromisso do DNIT com a execução do projeto. “Assinamos o contrato e estamos agora na fase de projeto executivo, licenciamento e mobilização. Logo, logo veremos a obra acontecer em Guajará-Mirim, uma obra extremamente importante. Estive lá e quero voltar quando a primeira estaca for cravada, marcando o início dessa nova realidade”, afirmou.

    A ponte binacional é aguardada há décadas pela população e é vista como um marco histórico para Rondônia, integrando a economia regional e fortalecendo a relação comercial entre Brasil e Bolívia.

    “As expectativas estão voltadas para o próximo ano, pois sabemos que todo esse trâmite leva tempo. Mas confiamos no trabalho do DNIT para trazer esse desenvolvimento ao nosso estado e, principalmente, para conectar fronteiras”, finalizou a parlamentar.

    Mais do que uma obra de infraestrutura, a Ponte Binacional representa progresso, emprego e esperança para milhares de famílias. É o recurso do povo, voltando para o povo.

    Texto: Geiciany Gonçalves I Assessoria Parlamentar
    Foto: Assessoria Parlamentar

  • Guaporé em defesa da vida: união de forças pela sobrevivência das tartarugas-da-Amazônia

    Guaporé em defesa da vida: união de forças pela sobrevivência das tartarugas-da-Amazônia

    Uma missão coletiva transforma o vale num santuário de esperança e proteção.

    Desova das tartarugas-da-Amazônia está atrasada (Foto: Frank Néry I Governo de Rondônia)

     

    No coração do Vale do Guaporé, onde a vida se revela no balanço das águas, no silêncio das margens e no mistério da floresta, nasceu uma corrente de esperança. Voluntários, comunidades locais, instituições e empresas uniram forças para que milhares de filhotes de tartarugas-da-Amazônia pudessem romper a areia, alcançar o rio e perpetuar a história de resistência dessa espécie.

     

    (Esta é a terceira reportagem sobre as tartarugas-da-Amazônia. A segunda foi publicada na quarta-feira, 2 de outubro).

     

    Zeca Lula é dos fundadores da Associação Comunitária e Ecológica do Vale do Guaporé (Foto: Eliete Marques I Secom ALE/RO)

     

    A voadeira, leve como um sopro e veloz como a correnteza que a embala, desliza suavemente sobre as águas serenas do Rio Guaporé. Pequena no tamanho, mas imensa no propósito, esta embarcação é guiada pelas mãos calejadas e seguras de José Soares Neto, mais conhecido como Zeca Lula – guardião do rio e um dos fundadores da Associação Comunitária e Ecológica do Vale do Guaporé (Ecovale), criada em 3 de julho de 1999.

     

    Zeca, junto de outros voluntários, dedica-se à educação ambiental, ao monitoramento e à proteção dos quelônios, em Costa Marques e São Francisco do Guaporé. São as sentinelas do rio, que percorrem as praias moldadas pela dança das águas, vigiando o delicado ciclo da tartaruga-da-Amazônia e de outras espécies que ali depositam a esperança da continuidade.

     

    O Vale do Guaporé é rico em biodiversidade (Foto: Luís Castilhos I Secom ALE/RO)

     

    Segundo Zeca, essas tartarugas escolhem com sabedoria ancestral onde criar vida: nas praias Ilha, Alta, Buraco da Barba, Terra Rompida e Poeira, do lado brasileiro. Do lado boliviano, repousam na Tartaruguinha, na Suja e, mais recentemente, na recém-descoberta praia do Estirão.

     

    “Por causa dos ataques de caçadores e do turismo que chega sem pedir licença, elas mudam de lugar, buscando onde se sintam em paz e seguras”, disse Zeca com a voz de quem aprendeu a escutar o rio.

     

    Uma das praias que servem de berçário natural para as tartarugas (Foto: Eliete Marques I Secom ALE/RO)

     

    O vazio das praias 

     

    As praias do Guaporé eram palco de um espetáculo de esperança: centenas de tartarugas, em sua marcha silenciosa, escavavam a areia quente para depositar o futuro da espécie. Cada ninho era uma promessa de continuidade, um pacto entre a terra, a água e o tempo.

     

    Mas, em 2024, o que se viu foi o contrário: um silêncio, uma ausência preocupante no olhar de quem esperava a vida florescer na areia. O ciclo natural foi interrompido, e o vazio tomou o lugar onde antes vibrava a força da sobrevivência.

     

    O atraso na desova não veio por acaso. Foi fruto de um conjunto de feridas abertas no coração da natureza: queimadas ilegais que pintaram o céu de cinza, a fumaça densa que mudou a temperatura das praias, e a cheia do Rio Guaporé que, impiedosa, alagou os ninhos.

     

    A tudo isso somou-se a menor incidência da luz do sol – essencial para a termorregulação das tartarugas -, além das ameaças antigas e persistentes: a caça predatória e a coleta de ovos, práticas que ainda roubam vidas antes mesmo que elas tenham início.

     

    Assim, o vazio das praias em 2024 não foi apenas a ausência de animais. Foi o retrato doloroso das ações humanas e das mudanças climáticas que ameaçam a espécie.

     

    Zeca Lula identificando ninhos (Foto: Eliete Marques I Secom ALE/RO)

     

    Operações de salvamento

     

    O ano de 2024 terminou carregado de preocupação para aqueles que cuidam do rio e dos animais. A fumaça das queimadas ilegais – alimentadas pela ganância e agravadas por uma seca implacável – subiu como um véu escuro sobre o céu da floresta. Essa nuvem densa escondeu o sol, esfriou a areia onde as tartarugas costumam deixar a vida em forma de ovos, e desorientou os instintos milenares desses seres silenciosos.

     

    A natureza, confusa e ferida, hesitou. As tartarugas adiaram a desova. Quando enfim os ninhos surgiram, o destino foi cruel: as águas do rio, descompassadas pelo clima extremo, subiram antes do tempo e cobriram milhares de ninhos. A esperança, que ali se escondia sob a areia, foi levada pelas correntezas.

     

    A desova das tartarugas-da-Amazônia também está atrasada neste ano (Foto: Luís Castilhos I Secom ALE/RO)

     

    O impacto foi avassalador. Em 2023, a vida brotara em abundância: mais de 1,4 milhão de filhotes nasceram. Mas, em 2024, mesmo com uma previsão já mais modesta de 700 mil, a realidade foi ainda mais dura – apenas 350 mil conseguiram alcançar o rio.

     

    Nessa corrida contra o tempo, o espírito de solidariedade se ergueu. Voluntários, comunidades locais, instituições e empresas uniram-se como uma só correnteza de cuidado. “Realizamos operações de salvamento para resgatar o maior número possível de filhotes. Sem essa união, a perda seria muito maior”, desabafou Zeca Lula, com a sabedoria de quem conhece cada curva do Rio Guaporé.

     

    Biólogo Deyvid Mulleré voluntário da Ecovale desde 2021 (Foto: Arquivo pessoal)

     

    Zeca Lula destacou que as operações de salvamento não foram apenas uma resposta a uma tragédia ambiental. Foi um ato de amor. Um lembrete de que, mesmo diante da destruição, a vida ainda encontra abrigo nas mãos de quem luta por ela.

     

    O repórter Antônio de Oliveira, que acompanhou a operação no ano passado, testemunhou e contribuiu para o poder transformador da dedicação humana. Entre esses rostos estava o biólogo Deyvid Muller, de 34 anos, voluntário da Ecovale desde 2021, que recordou com pesar:

     

    “Foi um cenário de muita tristeza. Ver tantos ninhos alagados e muitos filhotes mortos. Morreram muitos, sim. Mas sem a nossa ajuda, morreriam ainda mais”, enfatizou.

     

    Para o estudante Pedro Sotelle, de 18 anos, voluntário da Ecovale há quatro anos, cada ação no Vale do Guaporé é uma oportunidade de aprender e devolver algo à natureza. “Essa região é um verdadeiro tesouro natural, que merece ser protegido. Ajudar na desova das tartarugas foi uma experiência gratificante. Juntos, podemos garantir um futuro melhor para essas criaturas incríveis e para o nosso Rio Guaporé”, afirmou.

     

    Estudante Pedro contribuiu no salvamento de filhotes em 2024 (Foto: Arquivo pessoal)

     

    Incertezas de 2025

     

    O ano de 2025 chega próximo do final envolto em incertezas para as tartarugas-da-Amazônia. O relógio da natureza está descompassado – a desova atrasou, e agora o nascimento dos filhotes poderá coincidir com a cheia do rio, um encontro perigoso entre a fragilidade da vida e a força desmedida das águas.

     

    “Este ano, mais uma vez, a sobrevivência vai depender da nossa ajuda. Com o meio ambiente como está, elas não vão conseguir sozinhas. Já estiveram na lista das espécies ameaçadas de extinção. Conseguiram sair, mas, se isso continuar, logo voltarão”, alertou com tristeza Zeca Lula.

     

    Mesmo diante do cenário sombrio, a esperança resiste. E renasce, todos os anos, no delicado momento da eclosão – quando os pequenos seres rompem a areia e se lançam ao desconhecido.

     

    A Ecovale, como guardiã desta travessia, transforma esse instante em partilha e aprendizagem. Convida estudantes, parceiros e instituições para participarem da soltura de parte dos filhotes. Um gesto simbólico, mas importante.

     

    Soltura dos filhotes acontece em dezembro (Foto: Frank Néry I Governo de Rondônia)

     

    O evento acontece, quase como um ritual, no segundo domingo de dezembro – e já se tornou tradição. Tanto que o município de São Francisco do Guaporé o incluiu no calendário oficial, garantindo que nenhuma outra festividade concorra com o nascimento das tartarugas.

     

    “É um momento de educação ambiental. Vem gente de todo lugar, até de fora do país. Todos ficam maravilhados ao ver a esperança da vida ali, diante dos olhos, como um milagre pequeno e silencioso”, contou Zeca.

     

    Neste encontro entre o rio, a areia e o olhar humano, brota não apenas a vida das tartarugas – mas também a consciência de que cuidar é resistir, e que o futuro depende do que fazemos agora.

     

    O momento da soltura também tem caráter de educação ambiental (Foto: José Soares Neto I Ecovale)

     

    Reconhecimento do trabalho da Ecovale 

     

    A Ecovale, composta por voluntários, tem parceiros privados e governamentais. Conforme Zeca, a associação já recebeu 40 prêmios, entre nacionais e internacionais. Em 2024, recebeu o Prêmio Águias Americanas de meio ambiente, concedido pelo Instituto Nacional de Qualidade Social (INQS), que premia empresas e entidades que se destacam em suas áreas por todo o país.

     

    “Nós acreditamos que preservar este lugar, tão rico em biodiversidade, não é apenas uma responsabilidade local, mas uma missão que impacta o futuro de toda a Amazônia e, consequentemente, do planeta. Cada tartaruga que ajudamos a sobreviver, cada ninho que conseguimos proteger, representa um passo a mais na luta contra a degradação ambiental. Nosso objetivo é continuar mobilizando pessoas, empresas e instituições, porque a preservação só acontece de verdade quando é coletiva. A natureza não tem voz, mas nós temos, e precisamos usá-la para defender a vida”, declarou o representante da Ecovale.

     

    A Ecovale é composta por voluntários e tem parceiros privados e governamentais (Foto: Ecovale I Divulgação)

     

    Ações da Assembleia Legislativa

     

    A Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia (Alero) tem aprovado uma série de projetos de lei que destina recursos ao combate aos incêndios florestais, à estruturação do Corpo de Bombeiros e ao fortalecimento institucional para a prevenção e resposta a desastres ambientais.

     

    Em maio deste ano, por exemplo, os deputados aprovaram mais de R$ 33 milhões para reforçar o combate às queimadas e ampliar a estrutura dos Bombeiros. Já em 2024, a Alero autorizou mais de R$ 26 milhões para ações de enfrentamento às queimadas.

     

    Enquanto as tartarugas ainda não realizam a desova, as gaivotas já ocuparam as areias das praias, onde botaram seus ninhos e de onde já nasceram filhotes (Foto: Eliete Marques I Secom ALE/RO)

     

    Além disso, recursos são direcionados para essas áreas por meio de emendas parlamentares, instrumento que permite destinar parte do orçamento público. Trata-se de uma oportunidade para que os deputados incluam novas programações orçamentárias, a fim de atender às demandas das comunidades que representam ou de áreas consideradas prioritárias.

     

    Com essas medidas, a Assembleia busca reafirmar seu compromisso com a preservação ambiental e a proteção da biodiversidade. Ao garantir recursos e fortalecer a estrutura de combate às queimadas, a Alero consolida o papel do Poder Legislativo como aliado na construção de políticas públicas voltadas à sustentabilidade e à defesa do patrimônio natural do estado.

     

    Deputados estaduais em sessão ordinária no plenário da Assembleia Legislativa de Rondônia (Foto: Thyago Lorentz | Secom ALE/RO)

     

    Texto: Eliete Marques I Jornalista Secom ALE/RO

  • Sem funcionar há 26 anos, Locomotiva 18 é reativada no aniversário de 111 anos de Porto Velho

    A restauração contou com apoio da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF)

    Um dia emocionante que ficará marcado nas vidas dos porto-velhenses, em especial aos destemidos pioneiros. Após mais de 20 anos sem funcionar, a Locomotiva 18, conhecida como Barão do Rio Branco, foi reativada nesta quinta-feira (2) em comemoração ao aniversário de 111 anos de criação de Porto Velho.
    Ex-ferroviária, Maria Auxiliadora Lobo, trabalhou por mais de 30 anos na Estrada de Ferro Madeira- Mamoré
    A locomotiva percorreu um pequeno trecho no Complexo Madeira-Mamoré, mas representa um grande avanço para a preservação do patrimônio histórico da capital rondoniense. Além disso, o som do apito da Barão do Rio Branco provocou emoções de nostalgia, especialmente com a lembrança de vivenciar a história e a beleza do transporte ferroviário.

    A restauração da Locomotiva 18, só foi possível com a atual gestão, que tem respeito pela história da cidade e com a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. E ainda contou com o apoio da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), entidade que há 50 anos atua na gestão de ferrovias históricas no Brasil.
    Segundo o Léo Moraes, esse era um desejo que foi debatido desde o início da gestão
    Quem ficou emocionada o momento foi a ex-ferroviária, Maria Auxiliadora Lobo, que trabalhou por mais de 30 anos na Estrada de Ferro Madeira- Mamoré. “Hoje eu estou com 92 anos de idade e não acredito que estou ouvindo de novo o apito do trem. Eu sempre sonhei com esse momento, por isso fiz questão de participar dessa festa e quero parabenizar a Prefeitura de Porto Velho por valorizar nossa história”, disse a Maria Auxiliadora.

    Segundo o prefeito da capital, Léo Moraes, esse era um desejo que foi debatido desde o início da gestão, como prioridade valorizar e cuidar do patrimônio histórico. “Hoje eu recordei os bons momentos que já tivemos aqui na Madeira-Mamoré. Muita gente ficou emocionada e isso mostra que a Prefeitura está no caminho certo da valorização do patrimônio histórico e principalmente resgatar histórias dos pioneiros que contribuíram com
    Professora Maria de Jesus fez questão de ver de perto o retorno nesse momento especial
    De acordo com o secretário de Esporte, Lazer e Cultura (Semtel), Paulo Moraes Júnior, a restauração da Locomotiva 18 só foi possível graças ao apoio de muitos parceiros. “Eu fiquei emocionado com o retorno da nossa ferrovia. A população de Porto Velho merece esse respeito com nossa história. A Prefeitura vai continuar trabalhando para que a história seja valorizada e muitas outras iniciativas ainda serão feitas em defesa da preservação”, finaliza o secretário.

    Durante a celebração, autoridades participaram de um passeio na locomotiva relembrando os velhos tempos. A professora Maria de Jesus fez questão de ver de perto o retorno nesse momento especial. “Eu não nasci em Porto Velho, mas eu fico muito feliz em ver essa história sendo contada novamente. Parabéns a essa cidade que me acolheu e hoje estamos vendo mais um dia histórico na capital”, concluiu.

    Texto: André Oliveira
    Fotos: José Carlos/ André Oliveira

    Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

  • Beiradão Cultural anima o terceiro dia de festa com 12 horas de música

    Evento celebra os talentos e a diversidade cultural da capital

    Evento será realizado no palco montado na Avenida Farquar, a partir das 18h
    A programação em comemoração aos 111 anos de Porto Velho segue nesta sexta-feira (3) com Beiradão Cultural. O evento será realizado no palco montado na Avenida Farquar, a partir das 18h, e segue até as 6h da manhã de sábado (4), reunindo 12 horas de shows com artistas locais, em uma grande celebração da cultura popular e diversidade musical da capital.

    O Beiradão Cultural abrange diferentes estilos musicais, valorizando talentos regionais e promovendo o acesso gratuito à arte e ao entretenimento.

    Entre as atrações confirmadas estão: Forró Madeira, Beto Mendes, Banda K7, Criston Lucas, Samba +, Patrícia Morais, Fina Batucada, Elly Lima, Gabriel Parada, Lívia e Thainara, Henry Vidal, Forró Felina, DJ Lacaia e DJ Mario.

    A estrutura montada pela Prefeitura garante segurança, conforto e organização para o público.

    As comemorações seguem até o domingo (5), com mais atividades culturais, shows e atrações para toda a família.

    Texto: Cristiane Cruz
    Fotos: José Carlos

    Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

  • Cirone diz que a prioridade é cuidar das pessoas

    O deputado faz frente a inúmeras ações, como a defesa das pessoas com deficiência

    O trabalho realizado pelo deputado Cirone Deiró, nos municípios rondonienses, contempla as mais diversas áreas. Além de assegurar recursos, por meio de emendas parlamentares, Cirone faz frente a inúmeras ações. Entre elas está a defesa das pessoas com deficiência, que passa pela realização de eventos, audiências públicas, criação de leis e estruturação de entidades.

    De acordo com o deputado, o verdadeiro alicerce de um estado próspero não está apenas no concreto, mas no compromisso com o bem-estar de quem nele vive. “Construir prédios, erguer pontes e pavimentar ruas são ações essenciais, pois investir em infraestrutura é investir no progresso, no entanto, nenhuma obra se compara ao valor de cuidar de pessoas, de fortalecer as famílias e de garantir que cada cidadão tenha oportunidades reais”, afirmou.

    A busca por melhor assistência às pessoas com deficiência chega também às instituições. Entre as que recebem apoio contínuo do deputado está o Centro de Reabilitação Neurológica Infantil de Cacoal (Cernic), que foi contemplado com mais três salas de aula e mais dois banheiros adaptados, no início deste ano de 2025. “O Cirone mantém um olhar muito atento ao Cernic e está sempre pronto para ajudar”, disse a diretora Nalzira de Fátima. Segundo ela, os recursos assegurados pelo parlamentar, vem contribuindo tanto com a manutenção do atendimento do Cernic, como com a ampliação dos serviços oferecidos.

    O Centro do Autismo de Cacoal recebeu recursos para a aquisição de equipamentos tecnológicos e o município de Machadinho do Oeste foi contemplado com um centro multidisciplinar para atender crianças com transtornos de aprendizagem.

    A realização de eventos também recebe o apoio do deputado. Entre eles estão as feiras agropecuárias e as festas de aniversário dos municípios. Cirone também é parceiro de entidades e equipes esportivas na realização de competições, aquisição de materiais e de passagens para viagens de atletas. “Tanto os adultos, quanto as crianças, precisam também de opções de lazer”, afirma o parlamentar.

    Texto: Eli Batista
    Jornalista

  • O DIA 3 DE OUTUBRO NA HISTÓRIA – GETÚLIO VARGAS EM PORTO VELHO

    BOM DIA 3.10.25

    Lúcio Albuquerque
    69 99910 8325

    RONDÔNIA
    1943 – Em nota no Jornal Alto Madeira a Viação Aérea Cruzeiro do Sul comunica, que o voo de ontem para Porto Velho sofreu um “desarranjo” em Cáceres (MT) e por isso atrasou a chegada.
    1950 – Dois candidatos disputam a única vaga de deputado federal do Território. De um lado Aluízio Ferreira, que tenta a reeleição, contra Renato Medeiros – resultado final de 89 votos a mais reelegeu Aluízio.
    1981 – O colunista Josias Araújo quer que o governador Jorge Teixeira explique a não reintegra ao serviço público do ex-prefeito de Porto Velho Jaime Castiel, “que tem atestado de honesto” passado pelo TCU”.
    1988 – A criação de “polos reconstituintes” para o eleitor fazer propostas à elaboração da nova Constituição estadual foi sugerido pelo deputado constituinte Luiz Gonzaga.
    1990 – Com seis candidatos, e o senador Olavo Pires liderando as pesquisas, 382 mil eleitores estão aptos a votar na eleição de amanhã, a 2ª vez que o Estado elege seu governador.

    FOTO DO DIA

    O PRESIDENTE VEM AÍ (II)

    Até alguns anos era comum militares se referirem a uma situação complicada com a frase “tocou horror”. Com certeza a possível vinda do presidente Getúlio Vargas a Porto Velho, “tocou horror” por aqui.
    Apesar do apoio da EFMM, e com certeza seu diretor-geral ter assumido parte representativa da organização, muta coisa deve ter sobrado para a prefeitura, cuja capacidade de pessoal e equipamentos devia ser pequena.
    Costureiras e alfaiates devem ter aumentado a lista de serviços, “para ontem”, mesmo sem uma data definida sobre a chegada do pai dos pobres”, quem sabe ele pernoitaria e acontecer um baile no clube Internacional?
    Uma escadaria de madeira foi construída às pressas para que Getúlio e sua comitiva pudessem passar das canoas que os trariam dois aviões para a beira do barranco onde aconteceria o “beija-mão” de moradores.
    Praticamente quase toda a população estava no barranco e puderam ver, com certeza muitos até acreditaram que, ao se aproximar deslizando sobre as águas do Rio Madeira, Vargas estivesse mesmo na condição de copiloto.