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  • Cafecau consolida Cacoal como capital do café e atrai milhares de visitantes, destaca deputado Cássio Gois

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    <p style="text-align: justify;">A 4ª edição da Feira do Café e do Cacau (Cafecau), realizada nos dias 4, 5 e 6 de julho no Espaço Beira Rio, em Cacoal, foi um sucesso absoluto, reunindo cerca de dezenas de milhares de visitantes e movimentando a economia da cidade. O evento, que já se tornou tradição no calendário municipal e estadual, contou com o apoio do deputado estadual Cássio Gois (PSD), que destinou recursos para sua realização.  </p>
    <p style="text-align: justify;"><br/>
    O parlamentar destacou a importância da Cafecau para a divulgação do município. “São anos de trabalho e parcerias que consolidaram esse evento como um dos mais importantes da região. É uma vitrine para Cacoal, mostrando ao estado e ao Brasil a força do nosso café e cacau”, afirmou Gois.  <br/>
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    <img alt="" class="img-fluid img_texto_noticia" src="/media/uploads/2025/07/07/42b624562c774ca28343e62a83c223c1.jpg" style="border-width: 2px; border-style: solid;"/><br/>
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    O prefeito Adailton Furia (PSD) e a primeira-dama e secretária municipal de Cultura, Joliane Furia, também celebraram o sucesso do evento, agradecendo a todos os envolvidos na organização. “A Cafecau é fruto de um esforço coletivo, que valoriza nossos produtores e fortalece a identidade pujante agrícola de Cacoal”, disse o prefeito.  </p>
    <p style="text-align: justify;"><br/>
    O deputado reforçou seu compromisso com o evento: “é uma honra poder investir nesta feira porque acreditamos no seu potencial. É uma festa que gera renda, impulsiona o turismo e coloca nossa amada Cacoal em destaque. Continuaremos apoiando as próximas edições para que cresçam ainda mais”, disse Cássio Gois.  </p>
    <p style="text-align: justify;"><br/>
    Cássio Gois realizou no estande da Assembleia Legislativa uma homenagem a personalidades e lideranças que contribuíram para o desenvolvimento de Cacoal. Produtores rurais, representantes de entidades e figuras públicas foram reconhecidos por seu trabalho em prol da cidade. “É justo valorizar quem dedica esforços para fazer de Cacoal uma cidade cada vez mais forte", destacou o parlamentar.<br/>
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    <p style="text-align: justify;"><img alt="" class="img-fluid img_texto_noticia" src="/media/uploads/2025/07/07/046214393d4d4ba8922a6e90b3b42106.jpg" style="border-width: 2px; border-style: solid;"/><br/>
    Com shows, exposições e negócios fechados, a Cafecau mais uma vez provou ser um marco para a economia e a cultura de Cacoal, celebrando o que há de melhor na produção da Região do Café.</p>
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    <strong>Texto: Marcelo Negrão I Jornalista <br/>
    Fotos: Secom ALE/RO</strong></p>
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  • Cássio Gois promove sessão solene de homenagens durante a Cafecau 2025

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    <p style="text-align: justify;">A 4ª edição da Feira do Café e do Cacau (Cafecau) foi palco de uma emocionante sessão solene de homenagens promovida pelo deputado estadual Cássio Gois (PSD). A sessão, realizada no último sábado (5), reconheceu personalidades que contribuíram significativamente para o desenvolvimento e progresso de Cacoal em várias frentes.</p>
    <p style="text-align: justify;"><br/>
    O deputado Cássio Gois liderou a cerimônia no estande oficial da Assembleia Legislativa, onde entregou placas comemorativas e moções honrosas a produtores rurais, personalidades, pioneiros e autoridades. “Estamos hoje reconhecendo aqueles que dedicaram suas vidas para transformar Cacoal na capital do café pujante que conhecemos", declarou o parlamentar durante a solenidade.  </p>
    <p style="text-align: justify;"><br/>
    O prefeito Adailton Furia (PSD), o vice-prefeito Tony Pablo (PSD), deputado federal Fernando Máximo (União) e a secretária municipal de Cultura, Joliane Furia, prestigiaram o evento, que contou com momentos emocionantes.</p>
    <p style="text-align: justify;"><img alt="" class="img-fluid img_texto_noticia" src="/media/uploads/2025/07/07/31d8a1dc20154fadb61409304b46120d.jpg" style="border-width: 2px; border-style: solid;"/><br/>
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    “Esta sessão solene representa nosso compromisso em valorizar quem constrói a história de Cacoal todos os dias", reforçou Cássio Gois. O parlamentar destacou que as homenagens fazem parte de seu mandato voltado para o reconhecimento dos trabalhadores que impulsionam o desenvolvimento não só de Cacoal, mas de toda a Região do Café. “Esta edição da Cafecau consolidou-se não apenas como vitrine do agronegócio, mas também como espaço de valorização das pessoas que fazem a diferença na comunidade cacoalense”, finalizou Gois.</p>
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    <strong>Texto: Marcelo Negrão I Jornalista<br/>
    Foto: Thyago Lorentz I Secom Alero</strong></p>
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  • Deputado Cássio Gois homenageia imprensa de Cacoal e outras personalidades de destaque

    Na noite deste sábado, durante a 4ª edição da Cafecau, a Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), por iniciativa do deputado estadual Cássio Gois, promoveu uma sessão solene especial para homenagear personalidades que contribuem para o desenvolvimento de Cacoal e do estado de Rondônia.
    Entre os homenageados, estavam profissionais da imprensa cacoalense, reconhecidos pelo relevante trabalho prestado ao fortalecimento do jornalismo e à difusão da informação com ética e responsabilidade. A solenidade também contemplou ex-secretários municipais, secretárias, servidores públicos, representantes de autarquias e outras lideranças que se destacaram em suas respectivas áreas de atuação.
    Durante a cerimônia, foram entregues Medalhas do Mérito Cultural, do Mérito Legislativo e Votos de Louvor, como forma de reconhecimento pelos serviços prestados à sociedade e pelo compromisso com o desenvolvimento regional.
    O evento contou com a presença de autoridades políticas, lideranças comunitárias, profissionais da comunicação, familiares dos homenageados e representantes da sociedade civil, em uma noite marcada por reconhecimento, gratidão e celebração ao trabalho coletivo em prol de Rondônia.
    Redação

    Imagens Vereadora Marilande Alves

  • Deputado Cássio Gois participa da abertura do estande da ALE-RO na 4ª edição da Cafecau em Cacoal

    Deputado Cássio Gois participa da abertura do estande da ALE-RO na 4ª edição da Cafecau em Cacoal

    Evento contou com oficina de fotografia e programação cultural

    Na tarde desta sexta-feira, 4, o deputado estadual Cássio Gois (PSD) participou da abertura do estande da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) durante a 4ª edição da Cafecau, realizada no Complexo Beira Rio, em Cacoal.

    A programação desta sexta-feira incluiu atividades como a Oficina de Fotografia, ministrada pelo professor Marcos Grutzmacher, uma iniciativa da Escola do Legislativo (Elero) itinerante.

    A oficina, que acontece das 14h30 às 17h no estande da ALE-RO, atraiu participantes interessados em aprimorar técnicas fotográficas. Os certificados serão entregues no sábado, 5, ao término das atividades.

    “É uma honra participar mais uma vez da Cafecau, levando conhecimento e oportunidades para a população da Capital do Café e região. Este estande é um espaço aberto para todos, onde a Assembleia Legislativa se faz presente para dialogar e construir, juntos, uma Rondônia cada vez melhor”, afirmou Cássio Gois.

    A Cafecau segue até domingo (06), com uma agenda diversificada, incluindo palestras sobre gestão patrimonial e estratégias para produtores rurais, reforçando o caráter educativo e cultural do evento.

     

    Texto: Marcelo Negrão/Assessoria Parlamentar
    Fotos: Assessoria Parlamentar

  • Cássio Gois participa da abertura do estande da Alero na 4ª edição da Cafecau em Cacoal

    <div class="text-xl break-words font-sans antialiased leading-relaxed tracking-normal text-gray-700 dark:text-gray-100">
    <p style="text-align: justify;">Na tarde desta sexta-feira, 4, o deputado estadual Cássio Gois (PSD) participou da abertura do estande da Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) durante a 4ª edição da Cafecau, realizada no Complexo Beira Rio, em Cacoal. <br/>
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    A programação desta sexta-feira incluiu atividades como a Oficina de Fotografia, ministrada pelo professor Marcos Grutzmacher, uma iniciativa da Escola do Legislativo (Elero) itinerante.<br/>
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    A oficina, que acontece das 14h30 às 17h no estande da Alero, atraiu participantes interessados em aprimorar técnicas fotográficas. Os certificados serão entregues no sábado, 5, ao término das atividades.  <br/>
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    “É uma honra participar mais uma vez da Cafecau, levando conhecimento e oportunidades para a população da Capital do Café e região. Este estande é um espaço aberto para todos, onde a Assembleia Legislativa se faz presente para dialogar e construir, juntos, uma Rondônia cada vez melhor”, afirmou Cássio Gois. <br/>
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    A Cafecau segue até domingo (06), com uma agenda diversificada, incluindo palestras sobre gestão patrimonial e estratégias para produtores rurais, reforçando o caráter educativo e cultural do evento.</p>
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    <strong>Texto: Marcelo Negrão | Assessoria Parlamentar<br/>
    Fotos: Assessoria Parlamentar</strong></p>
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  • Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial – Antirracismo é compromisso com o futuro

    O Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial, celebrado em 03 de julho, é mais do que uma data simbólica. É uma oportunidade de reflexão e de reafirmação de compromissos. Deve ser encarado como uma semente que precisa se transformar em ações concretas, como um tambor que ressoa memórias vivas e urgentes da luta antirracista no Brasil.

    Para enfrentar a discriminação racial de forma efetiva, especialmente no contexto educacional, é fundamental compreender como o racismo estrutural acontece e se perpetua em nossa sociedade. Como educador e historiador, defendo que esse enfrentamento não pode ser pontual nem restrito a projetos específicos, precisa estar incorporado de forma permanente aos processos educativos, em todos os níveis e espaços, da educação infantil à formação corporativa.

    A discriminação racial não é um ato isolado, mas produto direto de uma estrutura histórica que marginaliza corpos, saberes e práticas negras. Isso se manifesta na ausência de referências afro-brasileiras nos currículos escolares, no despreparo de muitos educadores para lidar com questões étnico-raciais e na forma como pessoas negras seguem sendo estigmatizadas, punidas ou invisibilizadas.

    A educação antirracista não deve ser uma tarefa exclusiva das pessoas negras, pois é um compromisso ético, político e pedagógico de toda a sociedade. Exige enfrentamentos consistentes, investimentos contínuos e a disposição de governos e instituições para lidar com os conflitos raciais com seriedade, escuta qualificada e ação transformadora.

    No livro Manual Prático de Educação Antirracista, publicado pela Cortez Editora, proponho alguns eixos centrais para orientar ações educativas comprometidas com o combate ao racismo desde as instituições escolares. Entre eles, destaco a importância de criar espaços de estudo e escuta com especialistas negros; envolver famílias, lideranças comunitárias, artistas, pesquisadores e coletivos periféricos em práticas culturais e pedagógicas que fortaleçam o pertencimento e a identidade dos estudantes.

    Também defendo que organizações públicas e privadas desenvolvam políticas antirracistas institucionais, com protocolos claros de acolhimento e escuta ativa diante de denúncias de discriminação. É essencial promover conteúdos que representem pessoas negras como protagonistas, líderes e vencedoras, rompendo com a narrativa que insiste em colocá-las apenas em contextos de dor ou resistência.

    Mais do que ações pontuais ou simbólicas, o 03 de julho deve mobilizar planos de ação permanentes, com metas claras, monitoramento efetivo e participação ativa da sociedade civil. Não basta discutir o racismo, é preciso combatê-lo estruturalmente, por meio de decisões políticas, pedagógicas e institucionais.

    Esse combate exige planejamento, investimento e, acima de tudo, responsabilidade coletiva. A educação não é neutra. Ou ela reforça as estruturas que excluem, ou se compromete com a inclusão.

    *Allan Pevirguladez
    – educador, autor dos livros Manual Prático de Educação Antirracista e O Mundo não é igual em nenhum lugar, consultor antirracista do Instituto Vini. Jr e criador do projeto Música Popular Brasileira Infantil Antirracista (MPBIA).

  • O impacto do atendimento psiquiátrico multidisciplinar no tratamento de transtornos mentais

    Cada vez mais, a ciência e a prática clínica mostram que tratar a saúde mental vai muito além da prescrição medicamentosa. A abordagem multidisciplinar — que reúne diferentes especialidades em torno do bem-estar integral do paciente — vem ganhando espaço e apresentando resultados mais eficazes e duradouros no enfrentamento dos transtornos mentais.

    Para a psiquiatra Dra. Bianca Bolonhezi, CEO do Instituto Macabi, o termo “transtorno mental” deve ser preferido em relação a “transtorno emocional”, justamente por sua precisão científica. Segundo a médica, cuidar da saúde mental exige uma visão ampla e integrada da vida do paciente. “Existem sete pilares fundamentais para mantermos uma boa saúde mental: atividade física, alimentação saudável, sono de qualidade, rede de apoio, psicoterapia, espiritualidade e autocuidado. E, claro, o uso da medicação quando necessário”, explica.

    No entanto, nenhum profissional consegue oferecer suporte completo em todas essas áreas. É nesse contexto que entra a importância do cuidado multidisciplinar. “Quando falamos em atividade física, por exemplo, podemos contar com a orientação de um educador físico ou fisioterapeuta. Já na alimentação, o acompanhamento de uma nutricionista é essencial para reduzir processos inflamatórios que afetam diretamente a saúde mental”, destaca a psiquiatra.

    Além da psiquiatria, que muitas vezes é responsável pela coordenação do tratamento medicamentoso, o suporte terapêutico com psicólogos, psicanalistas e neuropsicólogos (a depender da idade e do caso) é essencial para desenvolver o autoconhecimento e preparar o paciente para lidar com futuras adversidades. “A ideia é que o paciente não apenas melhore do ponto de vista biológico, mas também reconstrua sua autonomia emocional e funcional”, reforça Dra. Bianca.

    A atuação conjunta desses profissionais proporciona um olhar mais amplo sobre o contexto e as necessidades do indivíduo, favorecendo não só a melhora clínica, como também a adesão ao tratamento e a prevenção de recaídas. “Essa integração resgata a dignidade e fortalece a jornada do paciente em todas as esferas da sua vida”, finaliza a médica. (Agência Viva)

  • Cafecau inicia-se na sexta com apoio de Cirone Deiró

    Cafecau inicia-se na sexta com apoio de Cirone Deiró

    A exemplo dos anos anteriores, Cirone participou da Corrida Cafecau, realizada no último domingo

    O deputado estadual Cirone Deiró (União Brasil) assegurou R$ 150 mil para a realização da 4ª Semana do Café e do Cacau, a Cafecau. O evento inicia-se na próxima sexta-feira (4) e encerra-se no domingo. A programação inclui a exposição de diversos produtos, barracas de alimentos, shows regionais e nacionais, além de várias outras atrações. “Apoio e participo desse evento desde sua primeira edição, pois acredito que a Cafecau é uma grande oportunidade para valorizarmos nossos produtores de café, de cacau e de outras culturas de nosso estado, mostrando o potencial sócio-econômico de Rondônia para o Brasil e para o mundo”, afirmou Cirone.

    A exposição no Espaço Beira Rio começa na sexta-feira, mas a programação geral do evento teve início no último domingo (29), com a realização da Corrida Cafecau, que reuniu em torno de mil participantes, representando diversos municípios de Rondônia, Mato Grosso e Amazonas. Durante os demais dias antecedentes ao início da feira, haverá cursos, palestras e outras atrações. Também faz parte da programação, na sexta-feira, dia 4, às 19h00, a realização de sessão solene da Assembleia Legislativa.

    Segundo Cirone, a programação da Cafecau foi pensada especialmente para agricultores, investidores e empreendedores, se tornando uma importante oportunidade para se fechar negócios, conhecer novidades do setor e impulsionar a produção. “É um período em que Cacoal se transforma no centro do agronegócio e do empreendedorismo do Estado”, disse.

    De acordo com o deputado, a realização do evento é também mais uma oportunidade para promover o potencial do município, divulgando o setor econômico, produtivo, turístico e cultural, inclusive o comércio de artesanatos, além de oferecer lazer à população.

    Texto: Eli Batista
    Jornalista

  • O hospital das despedidas, onde os pacientes vão para morrer com dignidade

    O hospital das despedidas, onde os pacientes vão para morrer com dignidade

    "Quando cheguei aqui, minhas forças se renovaram", disse o paciente Ayrton Pinheiro, de 90 anos

    "Era aqui que eu começava a corrida dos três faróis: de Humaitá, passava pelo Farol da Barra e ia até o Farol de Itapuã", contou Ayrton dos Santos Pinheiro, contemplando o mar de Salvador que se abria diante da sua janela.Era uma segunda-feira no início de junho, céu claro na capital da Bahia após dias seguidos de chuvas intensas, e Ayrton, de 90 anos, estava em uma das três camas espalhadas por um quarto amplo e bem iluminado no hospital Mont Serrat.
    "Quando me disseram que eu viria para este hospital, eu não sabia que ele ficava aqui", seguiu, falando das instalações na Ponta de Humaitá, no alto do bairro Monte Serrat, na Cidade Baixa.

    As lembranças forçaram Ayrton a fazer pausas na fala. Tomando fôlego, com a voz embargada, falou com detalhes dos anos como corredor, da família e do nascimento de um dos filhos naquele bairro.

    Nascido em Pojuca, um pequeno município na Região Metropolitana de Salvador, ele chegou à capital por volta dos 8 anos com a família e, até hoje, se encanta com a cidade de onde nunca mais saiu. "É linda", disse.

    Abriu uma agência de turismo, casou-se e tocou a vida entre o esporte, o trabalho e a família.

    Ayrton ficou surpreso quando descobriu no hospital, por fim, que estava em um pedaço da cidade que trazia tantas lembranças boas. "Quando cheguei aqui, minhas forças se renovaram."

    Ele ocupava um dos 64 leitos do Mont Serrat, que funciona em um casarão do século 19, próximo a um dos pontos mais conhecidos de Salvador, a igreja do Senhor do Bonfim.

    Antes, era o hospital de infectologia Couto Maia, mas desde o fim de janeiro é ali que se instalou o primeiro, e até o momento único, hospital de cuidados paliativos do Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil.

    Os cuidados paliativos focam na melhora da qualidade de vida e dos sintomas dos pacientes com doenças graves ou que não têm cura. A abordagem, que também é centrada no cuidado dos familiares, não acelera nem abrevia o processo de morte do paciente, mas busca reduzir o sofrimento físico, psicológico e espiritual.

    "Aqui, o foco da gente não é a morte. Aqui, o foco da gente é cuidado enquanto vida tiver", diz a médica Karoline Apolônia, coordenadora do Núcleo de Cuidados Paliativos da Secretaria de Saúde da Bahia.

    "Perguntaram se meu pai queria fazer a barba, para que time ele torce, o que gosta de comer, se gosta de música. Então, a gente relaxou, por saber que ele está sendo bem cuidado", conta Ayrton Junior, filho do corredor Ayrton.

    Junior diz que o pai tem câncer de próstata e tratou com radioterapia um câncer na pele do nariz e da cabeça.

    "[Ele] correu várias maratonas, tenho vários troféus dele lá em casa inclusive", lembra.

    Mas agora a prioridade é o presente.

    "A gente sente que o que é importante para meu pai é o conforto presente, no momento presente. Um dia depois do outro. Ele precisa ficar bem, é o nosso pensamento, é o pensamento da família dele."

    Ayrton dos Santos Pinheiro foi um dos pacientes atendidos pelo hospital Mont Serrat desde que foi inaugurado no fim de janeiro

    Um hospital sem UTI

    Caminhar pelos quatro pavilhões do Mont Serrat é perceber também que ali não funciona um hospital comum.

    Não há uma sala de reanimação — já que isso contrariaria um dos critérios para ingressar no hospital —, nem uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

    Karoline, que compara a internação em uma UTI com correr uma maratona, diz que isso seria incompatível com a condição dos pacientes que ingressam ali.

    "Se eu coloco esse paciente para correr a maratona, eu só vou trazer a ele sofrimento", afirma a médica. "Então, em vez disso, a gente sugere a ele sentar aqui e contemplar o pôr do sol. Aproveitar para dizer desculpa, obrigada, eu te amo e tchau."

    Para um paciente ter indicação de cuidados paliativos, ele deve ser encaminhado por uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), atendendo a alguns critérios, como ter um diagnóstico de doença grave e tempo estimado de vida de seis meses.

    A família e o paciente também já devem ter enfrentado o que Karoline chama de "conversas difíceis", isto é, discutir um prognóstico irreversível e saber que UTI não estaria entre as opções para mantê-lo vivo.

    Outra peculiaridade do Mont Serrat é que o necrotério fica no centro, entre os quatro pavilhões, e não em uma ala isolada. E, no mesmo ambiente, dividido por uma porta de correr, fica a Sala da Saudade.

    É ali que muitas famílias se despedem, se abraçam e se acolhem, depois que um familiar faleceu, porque a premissa é que os parentes também sejam cuidados.

    Na sala tem um sofá, uma televisão, água, café e um abajur com luz indireta. Na parede de entrada, uma frase de Ana Cláudia Quintana Arantes, uma das paliativistas pioneiras e mais célebres do país, está escrita de fora a fora: "Um minuto de silêncio. Preciso ouvir meu coração cantar."

    O Mont Serrat funciona onde antes era o hospital de infectologia Couto Maia em Salvador

    "Este hospital foi muito sonhado, por muitos anos", contou a médica Karoline, pernambucana de 44 anos, há 11 em Salvador.

    O sonho teve início em 2019, quando surgiu o Núcleo de Cuidados Paliativos da Secretaria de Saúde da Bahia, formando médicos especialistas nesta área em todo o Estado.

    O núcleo foi pioneiro: foi somente em maio de 2024 que o Ministério da Saúde lançou Política Nacional de Cuidados Paliativos no âmbito do SUS. Na mesma esteira, desde 2023, os cuidados paliativos são disciplina obrigatória nas faculdades de medicina de todo o país.

    Na Bahia, o projeto tomou corpo quando foi feita uma radiografia da rede.

    "Percebemos que entre 20% e 30% dos pacientes de toda a rede pública da Bahia tinham indicação de ser transferidos para uma unidade especializada em cuidados paliativos", contou Karoline.

    "A gente não queria nem que os pacientes chegassem aqui e imediatamente morressem", explicou Yanne Amorim, líder médica do hospital, "e nem que virasse um hospital de doenças crônicas."

    Por isso, o tempo estimado de vida dos pacientes que chegam ao Mont Serrat é de seis meses. Alguns vivem mais do que isso e chegam a ir para casa, para seguir com os cuidados com a família. Outros, vivem bem menos, de forma que o tempo médio de internação no hospital é de oito dias.

    "O paciente recebe alta sabendo e conhecendo que ele continua tendo a sua doença", explicou Yanne. "Mas ele volta para casa com a condição de estar conectado com o que muitas vezes é sagrado para ele, que é a sua família."

    Esses pacientes que recebem alta podem continuar o tratamento em casa, indo eventualmente ao ambulatório do Mont Serrat, ou acabam falecendo cercados de parentes e amigos.

    A BBC News Brasil fez duas visitas à instituição, uma no início de abril, e outra exatamente dois meses depois. Nenhum paciente que estava na primeira visita continuava ali na segunda.

    'Meu marido chegou aqui morto'

    No início de abril, o companheiro da pensionista Ângela Maria Barbosa Teixeira, de 48 anos, já estava há quase um mês internado.

    Foi após sofrer um assalto e levar muitas pancadas na cabeça que Donizete Santana de Oliveira, de 33 anos, descobriu que o inchaço no crânio era devido a um câncer. A história foi narrada por Ângela, porque o marido já não conseguia mais falar ou se locomover.

    Mesmo com cirurgia e quimioterapia, o tumor persistiu. "Depois de todas as tentativas, acabamos com a indicação de cuidados paliativos", disse ela. "Ficamos tristes. Quem vai ficar feliz com uma notícia dessas?"

    Naquele momento, Donizete estava internado em outro hospital, também público. "Ele sofria demais ali, passava muito mal, gritava", conta ela, emocionada. Em uma palavra, ela resumiu o estado que Donizete se encontrava quando chegou ao Mont Serrat: "Morto".

    "Mas chegamos aqui e fomos tão bem tratados, que ele foi melhorando", ela conta. "Todo mundo, desde as meninas da limpeza, até as psicólogas daqui, nos acolheram. Isso não existe em nenhum outro lugar, por isso eu digo que isso aqui é um pedacinho do céu", diz ela, revelando na prática os contrastes dentro do próprio SUS.

    A equipe inteira do hospital, composta por 430 pessoas, passa pelo mesmo treinamento. Seguranças, faxineiros, enfermeiros e médicos participam de dinâmicas que discutem empatia e questionamentos como: de que maneira você gostaria de ser tratado se chegasse aqui? O que você pediria nesse tempo?

    E essa pergunta é repetida todos os dias, com os pacientes.

    "Meu marido chegou aqui morto", diz Ângela sobre o estado de saúde do companheiro.

    "Me perguntam o que eu quero, o que eu mais gosto, o que eu quero para me alimentar? Eu tô aqui como a grã fina", disse, às gargalhadas, a dona de casa Helita Maria da Silva, de 86 anos, uma animada senhora que recebeu a reportagem, assim como Ayrton, na segunda visita ao hospital, feita no início de junho. "E onde é que eu vou achar isso?"

    Ao lado do filho, o auxiliar de produção João Raimundo da Silva Vitória, de 54 anos, ela descansa em uma cama, enquanto assiste à televisão.

    "Ela está aqui sendo bem tratada, depois que decidimos que não iríamos operá-la devido à idade avançada dela", contou João, resumindo com as próprias palavras os cuidados paliativos da mãe, que tem um câncer no fígado.

    "Sou tratada como um bebê", finalizou Helita, que receberia alta dois dias depois.

    "Sou tratada como um bebê", disse dona Helita, sobre os cuidados no Mont Serrat

    Ângela, companheira de Donizete, também descreveu o cuidado. "Eu estou feliz, porque a hora que Deus recolher ele, eu sei que esse hospital aqui propôs um fim feliz, um fim sem dor, sem grito, sem choro", disse. "E isso aí me alegra muito."

    Donizete partiu aos 33 anos, 20 dias após a primeira visita da BBC News Brasil ao hospital, depois de ficar por dois meses sob cuidados no Mont Serrat.

    Sem relação com a eutanásia

    Este hospital foi muito sonhado', diz a médica Karoline Apolônia

    O hospital, até hoje o único do SUS totalmente voltado para cuidados paliativos — entre os privados, há algumas iniciativas —, surgiu inspirado no exemplo de três sistemas-modelo: o inglês, o canadense e o argentino, explica a médica Karoline Apolônia.

    Foi na Inglaterra que surgiu o primeiro serviço voltado para os cuidados paliativos no mundo. Situado em Londres, o St. Christopher's foi fundado em 1967 por Cicely Saunders, pioneira nos cuidados paliativos.

    Karoline ressalta que os cuidados paliativos não têm relação com a eutanásia, uma associação um tanto comum, mas equivocada. "São dois conceitos diferentes", diz.

    O paliativismo prega, segundo ela, a ortotanásia: os cuidados com controle dos sintomas para o processo de fim de vida natural. Já a eutanásia é a prática de provocar, sem dor, por meio de uma injeção que para o coração, a morte de alguém que esteja padecendo de alguma enfermidade.

    Embora a discussão sobre a eutanásia e a morte assistida — quando um médico prescreve uma substância letal para que o próprio paciente se suicide — esteja avançando em alguns países, como no Canadá e em alguns Estados dos EUA, no Brasil ambas as formas são proibidas por lei.

    Karoline explica, no entanto, que há recursos, dentro da ortotanásia, para reduzir o sofrimento do paciente, sem que o processo de morte seja acelerado. A sedação paliativa, segundo explica a médica, é um analgésico sedativo capaz de rebaixar a consciência.

    "Assim, o próprio corpo entra em finitude", diz. "E isso não é eutanásia ativa, que é quando um profissional de saúde, movido por compaixão, executa um ato cujo objetivo final é fazer com que a pessoa morra."

    "Sempre conseguimos reduzir o sofrimento controlando os sintomas e oferecendo a sedação paliativa, que é algo legalizado."

    'Se a gente não se organizar, não vamos conseguir cuidar de quem está envelhecendo'

    Marcos Roberto cuida da mãe: 'Sei que ela está no estágio final, porém com o conforto e com a boa qualidade'.

    O técnico de telecomunicação Marcos Roberto Alencar da Silva, de 48 anos, estava no Mont Serrat no começo de junho para acompanhar a mãe, Marina Alencar, de 79, que sofria de demência, após ser diagnosticada com Alzheimer.

    "Sei que ela está no estágio final, porém com o conforto", ele disse, dois dias antes do falecimento de Marina.

    Para ele, o Mont Serrat é um lugar que proporcionou os cuidados finais que ele e a família não teriam condições de bancar em uma instituição privada.

    "Eu ficava pensando 'será que um dia uma porta vai se abrir aqui em Salvador?', não só pela minha mãe, mas pelas outras famílias que também precisam", diz. "E aí essa porta se abriu."

    A mesma porta se abriu para a aposentada Antonia Carvalho de Ribeiro, de 60 anos, que estava acompanhando o marido, Everaldo Ferreira, de 74 anos, que sofria com as sequelas de um AVC.

    "Quando se fala em hospital de cuidados paliativos a gente já fica meio que assustada", disse. "Mas quando chegamos e encontramos uma coisa dessas, em que todos tratam você com carinho, com respeito, com um bom dia, entendeu? Isso é muito importante."

    O desejo dela era somente um: "Que eu possa levar ele para casa, e a gente [possa] terminar os dias juntos em casa", afirmou, entre lágrimas.

    Everaldo partiu três dias após a segunda visita da BBC News Brasil, no hospital.

    A aposentada Antonia esperava que o marido pudesse ir para casa para viver os últimos dias ao lado dela

    "Uma das preocupações do nosso gestor era que, se depois que o hospital abrisse, a gente iria ter ocupação máxima", diz Karoline. "E hoje podemos dizer que a gente vive próximo à ocupação máxima todos os dias."

    A experiência com o Mont Serrat mostra, defende a médica, que a demanda por esse tipo de serviço será cada vez maior.

    Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os anos 2000 e 2023, a proporção de idosos (pessoas com 60 anos ou mais) na população brasileira quase duplicou, subindo de 8,7% para 15,6%.

    E as projeções do próprio IBGE indicam que, em 2070, quase 40% dos brasileiros serão idosos.

    Por isso, para a médica, novas portas como essa do Mont Serrat deveriam, cada vez mais, se abrir.

    "Se a gente não se organizar como um sistema enorme que nós somos, não vamos conseguir cuidar dessas pessoas que estão envelhecendo", diz ela.

    O píer do hospital, que não tem uma capela, é o local sagrado. 'O mar é o nosso maior altar', diz Karoline

    'O mar é o nosso maior altar'

    O Mont Serrat, com seu casarão de 1853 e os quatro pavilhões mais recentes, fica num terreno em declive, que leva para um píer com vista para o mar.

    No fim das tardes, uma movimentação de macas é sempre notada ali, onde o sol cai sobre as águas, um local de contemplação de pacientes e familiares.

    Quando encontrou a reportagem, Ayrton Pinheiro, o paciente que gostava de correr, mas não foi para a "maratona da UTI", comemorava a existência do local.

    "Mais tarde, vão me botar na cadeira de rodas e eu vou ver o pôr do sol", disse, tomando fôlego para completar: "Que é uma maravilha."

    Agora, Ayrton não está mais desfrutando da vista, mas por um bom motivo. Foi para casa seguir com o tratamento paliativo junto aos familiares.

    "Tem um acompanhante que veio para cá com um paciente e que nunca tinha visto o mar na vida", conta a médica Karoline.

    Ela explica que o píer foi construído no lugar de uma capela, já que, embora o hospital seja mantido hoje pelas Obras Sociais Irmã Dulce, uma entidade filantrópica católica que atua como mantenedora de instituições de ensino e hospitais na Bahia, a instituição é laica.

    "Não tem correlação com nenhum tipo de religião. Aqui, o mar é o nosso maior altar."

    Bárbara dos Santos e a mãe, Maria, durante o pôr do sol no píer do Mont Serrat

    Foi bem ali, no píer de frente para o mar, que dona Maria de Carvalho fez um pedido de aniversário. Nem bolo, nem salgadinho. Queria somente tomar água.

    "Ela está fazendo 78 anos hoje", disse a filha, a manicure Bárbara dos Santos Mota, 46, chorando. Depois do AVC, Maria perdeu a visão e ficou com o lado esquerdo paralisado. "Meu desejo, neste aniversário, é que ela melhore."

    Sentada em uma cadeira de rodas, com dificuldade para se comunicar, ela estava rodeada de médicas e enfermeiras que auxiliavam a aniversariante a tomar, gole por gole, um copo de água.

    Bárbara estava sorrindo.

    "Estou feliz de estar aqui com ela hoje."

    Quinze dias depois, Bárbara se despediu da mãe.
    (BBC)

  • Jovem brasileiro de 16 anos recebe prêmio internacional como uma das 100 crianças prodígio do mundo

    Jovem brasileiro de 16 anos recebe prêmio internacional como uma das 100 crianças prodígio do mundo

    Caio Temponi foi reconhecido na categoria “Inteligência e memória – QI” e representou o Brasil no Global Child Prodigy Awards, em Londres
     

    O jovem brasileiro Caio Temponi, de apenas 16 anos, recebeu no último dia 26 de junho, em Londres, o prêmio Global Child Prodigy Awards (GCP Awards), sendo reconhecido como um dos 100 prodígios mundiais de 2025 na categoria “Inteligência e memória – QI”.O evento internacional homenageia talentos infantis e adolescentes que se destacam em diferentes áreas como ciência, música, esportes, artes, empreendedorismo e inteligência. Caio foi o único representante brasileiro premiado em sua categoria este ano.Reconhecimento mundial
    A premiação é considerada a principal do mundo dedicada a crianças e adolescentes com altas habilidades e talentos extraordinários. Os ganhadores passam a integrar o Global Child Prodigy Annual Book, publicação anual que reúne histórias inspiradoras e é distribuída internacionalmente.“Foi emocionante e muito importante representar o Brasil em um evento com tantas mentes brilhantes reunidas. Isso me motiva ainda mais a seguir incentivando o protagonismo jovem e a valorização das altas habilidades”, afirmou Caio Temponi após receber o prêmio.Um prodígio brasileiro
    Caio Temponi ganhou destaque nacional ainda muito jovem quando, aos 12 anos, foi aprovado em primeiro lugar no vestibular da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), um dos mais concorridos do país. Com 13 anos, conquistou cinco aprovações em vestibulares, inclusive para os cursos de Medicina e Direito na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), um feito inédito para alguém com sua idade.Além das conquistas acadêmicas, Caio também atua como pesquisador, mentor de jovens talentos e palestrante, sempre promovendo a educação, a ciência e o desenvolvimento intelectual precoce com responsabilidade social.


    Sobre Caio Temponi
    Caio Temponi é um jovem de 16 anos, pesquisador pelo CPAH – Centro de Pesquisa e Análise Heráclito – mentor e palestrante com altas habilidades. Foi aprovado em 1º no vestibular da EPCAR aos 12 anos, aos 13, em Medicina, totalizando 5 aprovações, também em Direito na UFRRJ, aos 14 anos, foi aprovado no ITA, um dos maiores vestibulares do Brasil, totalizando 18 aprovações como o mais jovem do Brasil, o que lhe renderam 2 títulos no Livro dos Recordes. Além disso, Caio é membro da Intertel, sociedade de pessoas com QI acima de 99 de percentil.

    (MF Press Global)