Piratas da Amazônia: Desafios Crescentes nas Hidrovias que Ameaçam a Segurança Pública na Região

Piratas da Amazônia: Desafios Crescentes nas Hidrovias que Ameaçam a Segurança Pública na Região

Coari, a "Capital dos Piratas", destaca-se a apenas 360 quilômetros de Manaus, enquanto a pirataria se estende por toda a vastidão amazônica.

Coari, a “Capital dos Piratas”, destaca-se a apenas 360 quilômetros de Manaus, enquanto a pirataria se estende por toda a vastidão amazônica.

A pouco mais de 360 quilômetros de Manaus, a cidade de Coari, com seus 70,5 mil habitantes às margens do rio Solimões, ganha notoriedade não apenas por desafios típicos de uma cidade grande, mas principalmente devido à presença intensa de facções criminosas, milícia e tráfico de drogas. A violência na região resultou em três assassinatos em um único dia no ano passado. No entanto, a fama de Coari vai além da criminalidade comum.

Apelidado de “capital dos piratas”, o pequeno município enfrenta a atuação quase livre de grupos criminosos que operam nos rios locais. As hidrovias, essenciais para as comunidades ao longo dos cursos d’água como Solimões, Negro e Amazonas, são palco dessa disputa.

De entreposto de drogas a ponto de cooptação de piratas, Coari lida diariamente com o medo e a insegurança. Os piratas, geralmente jovens entre 17 e 40 anos, são profundos conhecedores dos rios da região, tornando a situação ainda mais desafiadora.

Contudo, a problemática não se restringe a Coari; ela se estende por toda a Amazônia. A Sputnik Brasil entrevistou um agente da Polícia Federal, que, atuando há décadas na região, compartilhou sua experiência, destacando que, apesar da falta de dados oficiais, a pirataria nos rios amazônicos está em ascensão

FONTE: Sputnik Brasil

EDIÇÃO: PORTAL RONDÔNIA

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