
O período de Páscoa deve movimentar cerca de R$ 139,2 milhões na economia de Rondônia em 2026, segundo levantamento da Fecomércio-RO, realizado no mês de março em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
A estimativa reflete a força da data no calendário do consumo rondoniense, mesmo em um cenário de maior cautela por parte das famílias. O estudo aponta que a movimentação financeira deverá se concentrar tanto na compra de presentes quanto nas comemorações familiares, mantendo o comércio aquecido em diferentes segmentos.
De acordo com os dados apurados, a compra de presentes deve responder por R$ 70,1 milhões, com gasto médio estimado em R$ 116,75 por consumidor. Já as comemorações devem representar R$ 68,1 milhões, com desembolso médio de R$ 86.
O levantamento também mostra que 60,55% dos consumidores pretendem adquirir presentes no período, enquanto 62,49% devem realizar gastos relacionados às celebrações da data. Chocolates e ovos de Páscoa seguem entre os itens de maior procura.
Além do segmento tradicional de presentes, a Páscoa também deve impactar positivamente setores ligados à alimentação, confeitaria, decoração e reuniões familiares. A expectativa do comércio é de incremento nas vendas, impulsionado pelo apelo simbólico da data e pela manutenção do hábito de consumo, ainda que em patamar mais ajustado ao orçamento doméstico.
No setor de pescados, a expectativa também é de aumento na procura durante a Semana Santa. Em Rondônia, a tendência é de maior demanda por espécies regionais e mais acessíveis, com destaque para o tambaqui, seguido por dourado e jatuarana.
A preferência por produtos locais reforça uma mudança no perfil de consumo observada nos últimos períodos sazonais. Itens tradicionalmente associados à data, mas com maior custo, como bacalhau e salmão, devem registrar menor participação nas compras neste ano.
Para o presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac-Instituto Fecomércio/RO e vice-presidente da CNC, Raniery Araújo Coêlho, a Páscoa permanece como uma data de forte apelo no comércio, mesmo diante das limitações impostas pelo cenário econômico.
“É uma tradição. As pessoas dão um jeito de comemorar, mesmo com o orçamento apertado. E, por menor que seja o valor do presente, as pessoas acabam comprando. O consumidor de Rondônia é resiliente”, declarou.
*Fonte: Fecomércio-RO/CNC*
*Crédito: Assessoria de Imprensa Fecomércio/RO*


